Calendário de Junho

Já está disponível nosso calendário de Junho/2022.

Caso queira conhecer nossos trabalhos, ou entender um pouco sobre o culto de umbanda, recomendamos que venha aos nossos giras que acontecem quinzenalmente ao sábados com início ás 16:00.
Estamos disponibilizando até 60 vagas na assistência para que se preserve um adequado distanciamento social.
Caso queira se consultar com entidades espirituais, atendemos ás segundas feiras com Preto Velho (Assuntos espirituais, desenvolvimento mediúnico, saúde e demais orientações) , e na última quinta feira do mês (mensalmente) com Exú (Assuntos profissionais, jurídicos e financeiros)
Não tratamos de assuntos amorosos ou desavenças familiares em nossa casa, evitamos quaisquer assuntos de origem física, não trabalhamos com cartas, tarô, reiki, borras, baralhos, búzios ou qualquer outra prática quiromante não condizente com a umbanda.
Não cobramos consultas, trabalhos ou quaisquer procedimentos espirituais em nossa casa, apenas lhe requisitaremos os aviamentos necessários para seu procedimento espiritual.
Para você ser atendido (a) basta vir á nossa recepção nos dias mencionados á partir das 18:00, se cadastrar em nosso sistema e pegar sua senha para atendimento particular, atendemos sempre as 10 primeiras senhas e não as reservamos previamente em hipótese alguma.

Lição do Exú Meia Noite

Lição do Exú Meia Noite

Uma vez um homem muito distinto chegou no terreiro para ter uma consulta e naquele dia por força de um outro trabalho pendente era Sêo Meia Noite que iria atender.
Ele queria conversar de igual pra igual, achava que falar com preto velho ou caboclo era coisa de gente atrasada.
Já chegou com uma bonita garrafa de Whisky e uma caixa de charutos pra “agradar” o “Compadre” ; se gabava todo.
Chegou sua vez, sentou na frente do Exu e logo soltou um sorridente ‘’Saravá’’ como se fossem amigos a muitos anos…(logo com quem…)
Sêo Meia Noite educado, mas não com cara de muitos amigos respondeu boa noite e indagou o que o homem fazia ali:
Sabe exú, eu já frequento muitos terreiros, sou empresário , e até tenho um exú que me acompanha e quando ele encosta em mim eu bebo, mas bebo que nem vejo o que faço… Pois então eu quero uma ajuda “pros negócios” que andam meio fracos… eu fui em outro terreiro mais achei o trabalho devagar não deu muito resultado…
Sêo Meia Noite, olhou de forma irritada para o consulente e prosseguiu a conversa:
Pois bem moço… eu estou bêbado ou embriagado e sem saber o que faço?
Não me parece – respondeu o homem
Essa garrafa de bebida que você trouxe ?
É um agrado pra você, se não estiver bêbado é uma boa oportunidade não acha?
É whisky bom, envelhecido, só bebo do melhor e tem charutos também, não comprei esses de macumba não, comprei cubano … Só fumo o melhor!
Pois então, respondeu o Sêo Meia Noite, se eu estivesse bêbado, sem saber o que faço, você teria confiança em mim ou na minha conversa?
Se você me encontrasse na rua bêbado, fumando um charuto “cubano” atrás da rua você me pediria um conselho?
O homem coçou a cabeça confuso …
Pois então exú não é pinga, confusão, perturbação.
Eu manipulo a bebida, o cigarro para espargir as larvas astrais, quebrar o que está enfeitiçado, esse negócio de “meu exu” beber, e fazer trapalhadas é coisa de médium mal instruído, de gente que não conhece sua religião, de gente que põe desculpas nos seus vícios e coloca toda a culpa em nossa legião.
O homem estava envergonhado, mas o Sêo Meia Noite prosseguiu:
Essa culpa eu não carrego, meus desmandos já paguei e estou pagando, agora pagar pelos desmandos do povo da terra, isso não vai dar não !
Exu não ataca ninguém, agimos dentro da Lei Maior e sempre guiamos para o caminho melhor, o caminho do bem….
O resto é invenção de quem não tem o que fazer…
Mil desculpas pela minha ignorância ! – respondeu o homem.
Quer melhorar seu negócio ?
Sim, é o que eu mais quero, disse o homem
Pois então trate de parar de beber, principalmente durantes as reuniões, prá pelo menos saber o que está fazendo.
Se você parar de comprar essa bebida cara vai sobrar mais dinheiro no fim do mês e vai dar para levar sua mulher e filhos pra passear.
Boa noite e boa sorte , concluiu o Sêo Meia Noite.
O homem respondeu o boa noite e saiu envergonhado com a garrafa embaixo do braço e os charutos no bolso.
Algum tempo depois ele voltou para agradecer, disse que tinha parado de beber e que seus negócios e família iam muito bem.
Sêo Meia Noite limitou-se em dizer:
Isso, é isso que um exu faz…

O Circulo do Ódio

O Circulo do Ódio

Bom dia povo de umbanda!
O diretor de uma empresa gritou com seu gerente, porque estava irritadíssimo.
O gerente, chegando em casa, gritou com a esposa, acusando-a de gastar demais.
A esposa, nervosa, gritou com a empregada, que acabou deixando um prato cair no chão.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara enquanto limpava os cacos de vidro.
O cachorrinho saiu correndo de casa e mordeu uma senhora que passava pela rua.
Essa senhora foi à farmácia para fazer um curativo e tomar uma vacina.
Ela gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser aplicada.
O farmacêutico, ao chegar em casa, gritou com a esposa, porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua esposa afagou seus cabelos e o beijou, dizendo:
Querido! Prometo que amanhã farei seu prato favorito. Você trabalha muito. Está cansado e precisa de uma boa noite de sono. Vou trocar os lençóis da nossa cama por outros límpidos e cheirosos para que durma tranqüilo. Amanhã você vai se sentir melhor.
Retirou-se e deixou-o sozinho com seus pensamentos.
Neste momento rompeu-se o Círculo do Ódio! Esbarrou na tolerância, na doçura, no perdão e no amor. Se você está no Círculo do Ódio, lembre-se de que ele pode ser quebrado.
Vamô benzê

Vamô benzê

Deus te viu, Deus te criou, Deus te livre de quem para ti com mal olhou.
Em nome do pai, do Filho e do Espírito Santo a
Virgem do pranto, quebrai este quebranto.

Eu te benzo pelo nome que te puseram na pia,
em nome de Deus e da Virgem Maria, e das três pessoas da Santíssima Trindade, eu te benzo.

Deus nosso Senhor que te cura.
Deus que te acuda nas tuas necessidades.
Se teu mal é quebranto, mal invejado, olhos atravessados ou qualquer outra enfermidade.

Se te deram no comer, no beber, no sorrir, no zombar, na tua formosura, na tua gordura, na tua postura, na tua barriga, nos teus ossos, na tua cabeça, na tua garganta, nas tuas lombrigas, nas tuas pernas.

Que Deus Nosso Senhor que há de tirar, vem um anjo do céu, deita no fundo do mar onde não ouça galinha e nem galo a cantar.

Com dois puseram, com três eu tiro.
Com as três pessoas da Santíssima Trindade,
que tira quebranto e mau-olhado, pras ondas do mar, pra nunca mais voltar.

Com dois puseram, com três eu tiro.
Com as três pessoas da Santíssima Trindade,
que tira quebranto e mau-olhado, pras ondas do mar, pra nunca mais voltar.

Virgem Mãe da Conceição!
Mãe do poderoso Deus!
Tirai este mal, este quebranto
Do corpo de…
Deus te fez, Deus te criou.
Deus perdoa, a quem mal te olhou.
Em louvor à Virgem Maria, Padre Nosso e Ave Maria.

Mal do ar, mal do mar, mal do fogo, mal da lua,
mal das estrelas, mal do ponto do meio dia,
mal do ponto da meia noite.

Se estiveres com quebranto, mau olhado, feitiçaria e bruxaria, que em nome de Deus e da Virgem Maria, seja levado para as ondas do mar sagrado, onde não canta o galo nem a galinha, nem chora a criancinha nem há nenhum cristão batizado.

O Velho Pai de Santo

O Velho Pai de Santo

Bom dia povo de umbanda!

Sentado ali em frente ao seu congá, o velho zelador dirigente do terreiro, relembra com surpreendente nitidez a sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade.
Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e que diante dele uma estranha imagem se formou; um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe as histórias.
De alguma forma, o menino ao ver aquela cena, sabia que se tratava dele mesmo.
O tempo passou e a cena jamais foi esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças. Cresce e acaba por se tornar um médium umbandista.
Aos poucos vai conhecendo seus guias que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”. Primeiro o Caboclo, que lhe parece muito grande e forte; depois os demais até que ao completar 18 anos, o seu Exú também recebe permissão para incorporar
Já não é mais médium de gira. A bem da verdade, ocupa o cargo de Pai Pequeno de Terreiro. Percebe que não tivera uma adolescência com a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes, festas …. Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior à prática da caridade.
Os anos passam e ele acaba por abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoas procuram seus guias e recebem sempre um lenitivo, uma palavra de consolo, uma esperança.
Foram tantos os pedidos e os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda se afastarem, criticando o que ontem lhes era sagrado, porque alguns de seus pedidos, não haviam sido alcançados na plenitude desejada.
Presenciou pessoas que vindas de outras religiões, encontravam a paz dentro do terreiro. Este, era mantido a duras penas já que nada cobrava pelos trabalhos realizados. “Daí de graça, o que de graça recebestes”.
Solteiro, permanecia até hoje pois embora tivesse muitas mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas suportou ficar a seu lado.
Para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.Mesmo assim, amava todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena.
Brincava o velho Pai de Santo quando lhe perguntavam se era casado…. Respondia bem humorado que se casara muito cedo, ainda menino. A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome de sua mulher era satisfeita com uma só palavra: Umbanda. Este era nome de sua mulher.
Com o passar do tempo a idade foi chegando. Muitos de seus Filhos de Fé seguiram seus destinos, vindo eles próprios, a abrir suas casas de caridade. O peso da idade não o impede de receber suas entidades e ainda ecoa pelo velho e querido terreiro o brado de seu Caboclo; o cachimbo do Preto Velho ainda perfuma o ambiente, a gargalhada do Exú ainda impressiona, a alegria do Erê emociona a ele e a todos… Enfim, sente-se útil ao trabalhar.
Hoje não tem gira, o terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo. Perdera a noção da horas.
Apura os ouvidos e sente passos ao seu redor. Percebe que alguém puxa os pontos e o atabaque toca. Ele está de frente para o congá. O cheiro da defumação invade suas narinas…. Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria. Estranhamente não sente coragem ou vontade de olhar para traz…. apenas canta junto os pontos.
Apenas canta junto os pontos. Fixa as imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá. Parece que percebe o movimento do terreiro aumentar e vira de costas para o congá e a cena o surpreende: Vê Caboclos, Boiadeiros, Pretos Velhos, Marujos, Baianos, Erês e toda uma gama de Guias. Até os Exús e Pombas -Giras estão ali na porteira. Se dá conta que os vê como são – não estão incorporados, todos lhe sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles, mas é impedido. O Caboclo, seu Guia de frente, se adianta e lhe abraça, brada seu grito guerreiro, sendo acompanhado pelos demais.
O Velho Pai de Santo não agüenta e chora emocionado.as lágrimas lhe turvam a vista. Ele fecha seus olhos e ao abrí-los, todos os Guias permanecem em seus lugares, porém calados….
Nota uma luz brilhante em sua direção. Iansã e Omulú se aproximam. Seu Caboclo os saúda e é correspondido.
A luz o envolve. Já não se sente velho, na verdade, sente-se jovem como
nunca, seu corpo está leve e levita em direção à luz.
Todos os Guias lhe fazem reverência.
O terreiro vai ficando longe, envolto em luz….. Sorri alegre. Missão cumprida. No dia seguinte encontram seu corpo aos pés do congá. Parece que sorri….

Os sete sorrisos do preto velho

Os sete sorrisos do preto velho

Os sete sorrisos do preto velho

O Primeiro sorriso é pelo médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual, quando um preto velho ou outra entidade chega no terreiro, o mesmo trata com tamanho carinho.

O Segundo sorriso é pelas crianças carnais que em muitas ocasiões estão presentes nas giras, o ambiente de alegria, amor e muito carinho.

O Terceiro sorriso é pelos médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela casa de nosso pai que chegam cedo para ajudar, os que vem fora dois dias de trabalho para organizar a casa pela sua propria vontade e que muitas das vezes são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos a sairem também.

O Quarto sorriso é pela assistência quando olhamos para eles e vimos através de seus olhares, humildade, solidariedade, igualdade e vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em nossos corações.

O Quinto sorriso é pelo consulente que vem até junto de nós e fala: HOJE MEU PRETO VELHO, NÃO VIM PARA PEDIR E SIM PARA AGRADECER A NOSSO PAI OXALÁ POR TUDO QUE RECEBI

O Sexto sorriso é pelo zelo com que o dirigente, tem por nossa mãe UMBANDA, pelos seus irmãos, por muitas vezes, por sua tamanha humildade não sabem a tamanha referência que é.

O Sétimo sorriso é por agradecimento aos orixás, pois por intermédio deles nosso Zambi, maior oportunidade de poder-mos praticar a caridade e elevar-nos nossa espiritualidade.

Médium x Consulente – Como deve ser este contato

Médium x Consulente – Como deve ser este contato

Como ensinado aqui em nossa casa, os méritos de um trabalho são sempre da entidade comunicante, nós médiuns somos apenas um canal…
Confundir o médium com a entidade é um assunto que vejo com frequência nas listas de bate-papo, nos canais de chat ou até mesmo dentro de muitos terreiros de umbanda.
Isso acontece tanto da parte do médium, quanto da parte do consulente e, cabe a nós, como médiuns, evitarmos ao máximo que isso aconteça exatamente pelo fato de que o médium é apenas um dos canais de comunicação com o mundo espiritual.
O médium é o meio e não o fim.

O Consulente
É muito comum ver esse tipo de confusão sendo feita por muitos consulentes, pessoas que vem aqui no terreiro para conversar com as entidades, pedir conselhos ou apenas ouvir uma palavra de conforto, e por muitas vezes, elas fixam em suas cabeças a imagem do médium (que está com o corpo ali presente) proferindo aquelas palavras de conforto ou recebendo um passe sem sequer notar que quem na verdade está falando (ou deveria estar) é a entidade que está (ou deveria estar) ali trabalhando.
Há casos em que o consulente que esteve presente em alguma sessão no terreiro encontra um médium no meio da rua e resolve, sabe-se lá por qual motivo, pedir-lhe conselhos ali mesmo ou até mesmo contar uma longa história de sua vida, achando que ali, no meio da rua, o médium vai poder lhe ajudar da mesma forma que o ajudou no quando estava em transe mediúnico com seu guia no terreiro.
É de fundamental importância que se tenha consciência que quando você vai a algum terreiro e conversa com uma entidade o médium está ali apenas como um canal de comunicação e não é ele (ou não deveria ser) que está proferindo aquelas palavras e, por mais que você se apegue à imagem do médium, você não estava conversando realmente com ele.
Portanto, se você quer algum conselho, espere até o próximo dia de atendimento e vá até o terreiro para conversar com alguma das entidades, não ache que o médium está sempre com pensamentos positivos o suficiente para lhe dar um bom conselho.
Médiuns são pessoas comuns e, como tal, tem sua vida e seus próprios problemas.
Dentro do terreiro é outra história, ele está ali disposto a deixar seus problemas de lado e permitir que as entidades venham para, quem sabe, resolver os problemas de outras pessoas.

O Médium
Como diz o sábio ditado, “quando um não quer, dois não brigam” e isso é válido também para os médiuns que são abordados por pessoas no meio da rua que pedem insistentemente por algum conselho ou, com a desculpa de “apenas conversar”, tentam conseguir uma consulta fora de hora, em local inapropriado ou até mesmo com assuntos completamente alheios ao conhecimento do médium.
O pior é que em alguns casos, o médium tentando dar uma de bom samaritano, acaba caindo na conversa e começa a dar conselhos e pitacos na vida de uma pessoa e esquece daquele outro velho ditado que diz que “se conselho fosse bom, não se dava, vendia”.
O perigo de sair dando conselho à revelia é que, vai que o conselho que você deu ali na maior das boas intenções acabou por desencadear uma série de acontecimentos que fugiram completamente ao controle tanto do seu “novo amigo” quanto ao seu próprio controle, se é que alguém alguma vez teve qualquer tipo de controle sobre os acontecimentos. Quando acontece algo deste tipo, você acaba manchando o seu nome, o nome do seu terreiro (claro, porque quando acontece algo de ruim a culpa é do terreiro que não presta, mesmo que o conselho não tenha saído diretamente lá de dentro) e, é aí que vem a pior parte, acaba manchando também o nome da entidade pois quando o fulano foi no terreiro, foi aconselhado por determinada entidade e, quando te encontrou no meio da rua e veio lhe pedir conselhos, na verdade estava querendo ouvir um conselho da entidade e vai, sem sombra de dúvidas, achar que é a entidade que a está aconselhando novamente.
Outro grande perigo para os médiuns é quando, em sua cabeça, ele começa a se confundir com a entidade que está ali trabalhando e começa a achar que ele deve interferir no que está sendo dito. Se você é um médium consciente (e imagino que muitos sejam) concentre-se ao máximo possível para que você nunca interfira no que a entidade está falando e se você sentir que algo não está certo ou que a entidade “se afastou” muito de você, é melhor parar a consulta e falar que a entidade foi embora, mesmo que seja no meio de uma conversa, vai ser muito melhor para você e para a pessoa que está ali se consultando. Volte a se concentrar, peça auxílio para o dirigente da casa ou algum outro médium com mais experiência para que a entidade volte e possa continuar a conversa com o consulente ou apenas para que ela (a entidade) fique ali energizando o seu corpo para que haja novamente o equilíbrio. Nunca tente continuar a conversa caso você sinta que a entidade não está mais ali ou “se afastou” muito.
Há também os que acabam desenvolvendo amizade ou contato mais próximo com algum consulente. Não é nenhum crime ter amizade por alguém, acontece que é muito importante, desde o início, que fique bem claro que uma coisa é a entidade dentro do terreiro, outra coisa é o médium, a pessoa que serve de canal para a entidade.
Esse assunto é muito delicado e deve sempre ser tratado com o máximo de seriedade e cuidado.

Qual é o terreiro que você prefere irmão?

Qual é o terreiro que você prefere irmão?

 

Qual é o terreiro que você prefere irmão?
Aquele onde a espiritualidade é cultuada com humildade, simplicidade e discrição, ou aquele onde luxuosos eventos acontecem o tempo todo, lhe colocando sob os holofotes da vaidade?
Aquele que te orienta, ensina, doutrina e educa, ou aquele que apenas te massageia o ego?
Aquele que te impõe limites, ensinando-lhe o caminho adequado ás suas limitações mediúnicas, ou aquele que te permite externar todas as suas invencionices?
Aquele que te conduz ao real aprimoramento espiritual, ou aquele que te incita aos fetichismos vaidosos que vemos em terreiros por aí hoje em dia?
Aquele que te fala sobre humildade, companheirismo e irmandade ou aquele que te ensina o individualismo, egocentrismo e mercantilismo?
Aquele que te ensina á ‘’servir sem olhar á quem’’ ou aquele te ensina á cobrar por seus dons mediúnicos?
Aquele onde você se tornará um verdadeiro e confiável obreiro para a seara espiritual, ou aquele onde você é apenas a estrela que mais brilha aos olhos dos leigos?
Aquele que lhe envolve com a sabedoria necessária ao desenvolvimento mediúnico verdadeiro, ou aquele que permite seu exu usar aquela capa bonita e sua pomba-gira aquele vestido maravilhoso?
Aquele que te corrige, mesmo sabendo da possibilidade de seu abandono, ou aquele que te fideliza por deixá-lo fazer tudo o que quiser?
Aquele que te pune quando você comete um erro, ou aquele que nada faz, pois se preocupa apenas com um médium á mais pagando mensalidade e afins?
Aquele que te cobra mais atuação mediúnica por querer sua evolução, ou aquele que lhe deixa á deriva no aprendizado doutrinário?
Aquele que lhe pede pontualidade no pagamento de sua mensalidade para manter aberta sua casa, ou aquele que lhe cobra altos valores por lindas obrigações, pomposas festas aos seus guias e demais trabalhos pirotécnicos á você?
Aquele onde estará cercado de mais irmãos capacitados ao trabalho espiritual, ou aquele onde você se sentirá o maior, o mais forte, o mais poderoso, o mais desenvolvido?
Aquele onde impera o educativo ‘’NÃO’’ ou aquele que prevalece o traiçoeiro ‘’SIM’’?
Aquele onde o indigesto e reformador ‘’NÃO PODE’’ é utilizado muito mais do que o conivente e prazeroso ‘’PODE’’ ou o vice versa?
Aquele onde todos os valores e ensinamentos visam lhe transformar apenas em um confiável trabalhador mediúnico , ou aquele que lhe ensina á se tornar um excelente profissional da fé e faturar com isso?
E por fim, aquele que lhe ensina á servir a espiritualidade, ou aquele lhe ensina á ser servido por ela?
Estudem, reflitam, leiam mais bons materiais e analisem friamente suas respostas e preferências, afinal se suas escolhas prevaleceram nas segundas opções, deveriam repensar sua permanência em nossa umbanda…

Pai Mario de Ogum

O seu Jesus está voltando? O meu nunca me abandonou…

O seu Jesus está voltando? O meu nunca me abandonou…

 

 

Nos caminhos da minha vida, Exu é quem chega à minha frente.
Ogum me acorda todo dia e ao lado dele enfrento minhas batalhas.
Graças à Oxóssi nunca me faltou pão à mesa.
Oxum me fez fértil de pensamentos e sentimentos, sou amado e muito amo.
Iemanjá abençoa minha família e Nanã me dá sabedoria.
Omulú cuida das doenças que médico na terra não resolve e Ossaim o ajuda com o remédio que indústria farmacêutica nenhuma é capaz de produzir.
Oyá me faz forte e Xangô me ensinou que, conforme for meu plantio, assim será minha colheita.
Aí de mim se não existissem os pretos velhos!
As crianças me dão alegria de viver e é no chicote do boiadeiro que toda demanda cai por terra.
Caboclo é meu ancestral brasileiro, dono desta terra, a quem honro todo santo dia em minha amada umbanda.
Com os ciganos conheço o mundo porque somos partículas de um todo e o todo está em nós.
Estou sob o Alá de Oxalá que me veste de paz!
Jesus?
Bem meu irmão, sinto em te dizer mas Jesus é meu amigo, meu companheiro, meu parceiro.
O maior médium que já existiu, exemplo á ser seguido. Sonda meu coração diariamente e se diverte com minhas mancadas.
E sabe onde realmente o conheci? Não se assuste!
EU CONHECI JESUS NUM TERREIRO DE UMBANDA.
Ele estava lá.
Não falo da imagem de gesso no topo do altar.
Ele estava nos olhos do meu irmão que com fome me pediu um kg de feijão e eu catei tudo o que tinha no terreiro pra dar à ele.
Ele estava nos olhos do pai de família desempregado sentado na assistência.
Estava de mãos dadas com a criança desenganada pelos médicos que preto velho, em teu santo nome, curou.
Ele estava no asilo com aquele senhor que não tinha nada, não sabia nem mais falar direito mas que segurou minhas mãos e orou por mim.
O seu Jesus está voltando?
O meu nunca me abandonou…

 

 

♫ ♪ Ando na areia olho pro mar ♪ ♫
Ouço a sereia cantando alegre pra mãe Iemanjá
Nas profundezas do mar azul
Arraias bailando, cardumes, corais
Tem mistério e magia, é encanto divino
Os golfinhos brincando, oh que reino tão lindo
E lá na praia pescador chorou ôôô
Sua rede vazia ao ver lamentou
De joelhos faz uma oração
Oh! rainha das águas solução pra minha vida

Eu sou seu filho venha me socorrer ♫
Minha família me espera, a pesca é o sustento pra sobreviver
Iemanjá com seu manto sagrado abençoou
pescador tão feliz pro seu lar voltou, sua pesca foi farta ele comemorou
final feliz de uma história de amor e devoção
de um homem que carrega a fé em seu coração. ♫ ♪

Que tal nos tornarmos médiuns formigas?

Que tal nos tornarmos médiuns formigas?

Bom dia povo de umbanda!
Que tal nos tornarmos médiuns formigas?
Filho se todo médium fosse como formiga nossa umbanda seria , muito mais forte……. pois como um médium em uma corrente mediúnica, cada formiga possui uma função bem definida dentro da colônia: todas as tarefas são bem divididas entre todas elas.
Em um formigueiro há as formigas que são responsáveis pela segurança, as que fazem os túneis do formigueiro e buscam alimentos e as responsáveis pelos cuidados com as larvas.
Como as dificuldades da caminhada espiritual , as provas diárias da mediunidade muitas vezes o médium carrega uma cruz maior que seu corpo assim como as formigas conseguem carregar um peso até 100 vezes maior do que o seu próprio peso….
Então filho eu digo seja pequeno e humilde como uma formiga que você vai ver que ser pequeno dentro da espiritualidade lhe torna grande.
Pai Joaquim de Aruanda.

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre” .

“Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre” .

 

Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor.
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar
pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada
vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Deus é o fogo que amacia nosso coração, tirando o que nele há de melhor!
Acredite que para extrairmos o melhor de dentro de nós temos que, assim como a pipoca, passar pelas provas de Deus.
Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa…
Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo, mas rápido a pipoca estoura…

Dia 27 de Maio – Dia do Cambone

Dia 27 de Maio – Dia do Cambone

 

Ser médium cambone é ter o prazer de servir com humildade.
É ter as bençãos de aprender a cada trabalho.
É ter a proteção e o carinho das entidades que servimos.
É ter a alegria de receber um colo de Preto Velho, um abraço de um Caboclo, um “a bença tia” de uma Criança, uma dança com um Baiano, uma palavra séria e amiga de um Exú e aprender com eles tudo que for possível sempre.
Ser cambone também é escrever rápido!!!
Cambone é uma das atividades exercidas nos terreiros de Umbanda que merece uma atenção muito especial, dada a sua importância como auxiliar das entidades, dos médiuns e dos dirigentes do Terreiro.

Como auxiliar das entidades, cabe ao cambone ser o interprete da mensagem entre a entidade e o consulente, além de um defensor da entidade e da integridade física do médium. Cabe a ele cuidar do material da entidade, orientar o que acontece em sua volta e também ajudar o entendimento do consulente, pois a linguagem do espírito nem sempre é entendida, mas ao cambone fica claro já pela sua intimidade com o comportamento do espírito que ele serve.

Quem são as 13 Almas Benditas?

Quem são as 13 Almas Benditas?

 

 

Quem nunca ouvir falar das 13 almas?
E quem seriam as 13 almas tão chamadas para prestar auxílio?
Mas elas seriam realmente espíritos que estão auxiliando os seres encarnados?
Existem vários “grupos” das “13 Almas” dentro da sabedoria popular, dentre eles:

13 Almas Santas (ou santas almas);
13 Almas Benditas;
13 Almas Sedentas;
13 Almas do Purgatório;
13 Almas Sedentas do Purgatório;
e tantas outras mais.
Seriam elas agrupamentos de diferentes almas?
Por quê do número 13?
Tantas perguntas se desdobram quando falamos desse mito popular, alguns até mesmo agora me olham torto porque insinuei que é um mito, porém não é o caso, chamo de mito tudo aquilo que encerra uma moral em suas histórias, não me atenho se são verídicos ou fictícios. Para mim importa muito mais as questões práticas e de como são utilizadas essas sabedorias do povo.
Há quem diga que tiveram doenças curadas pelas 13 almas, outros dizem que foram perturbados pelas mesmas e ainda muitos outros vão as igrejas e cemitérios levar água para os mortos, chamando-os de sedentos.
Como é algo que pertence ao imaginário popular, fica difícil precisar a data de início das histórias e a fundamentação da mesma, ainda mais quando encontramos esse mesmo termo sendo usado em livros bem antigos, como o Livro de São Cipriano (e não estamos avaliando sua veracidade aqui) e também quando são reformulados e modernizados para o mito das 13 almas do incêndio do Edifício Joelma.
Segundo muitos historiadores, as 13 almas são uma lenda perpetrada pelo infame Livro de São Cipriano, que conta que Deus deu as chaves do Paraíso á São Pedro e afirmou que a cada sete anos, 13 espíritos mortos em catástrofe apareceriam.
Essas almas não seriam nem boas o suficiente para irem para o Paraíso e nem más o suficiente para irem ao Inferno, além de não contarem com pecados que as colocariam em expiação no purgatório, pois não teriam do que se arrepender.
Então essas almas são condenadas a ficarem na terra, vagando e ajudando aqueles encarnados que precisam de seu auxílio.
Apesar da Igreja Católica rezar pelas almas do purgatório, a lenda das 13 almas não é reconhecida oficialmente.
Se formos levar ainda em consideração as estórias, seria ainda pior imaginar que são almas vagantes, ou em outras palavras, Almas Penadas.

Sabemos que quando uma alma está penando, literalmente, ela está em sofrimento. Como vemos na pergunta número 1015 do Livro dos Espíritos.

1015. O que se deve entender por alma penada?

— Uma alma errante e sofredora, incerta do seu futuro, à qual podeis proporcionar um alívio que freqüentemente ela solicita ao vir comunicar-se convosco.

Ainda mais se considerarmos que associamos as 13 Almas com almas que morreram na tragédia do Edifício Joelma. Podemos pensar de várias formas:

1 – Não há efeito sem causa, logo os espíritos que lá desencarnaram de forma violenta, estavam expiando de forma coletiva suas faltas pretéritas e estavam cientes (espiritualmente) do que ocorreria. Então não podemos dizer que eram almas sem pecados e muito menos que foram acometidas de algo acidental sem merecimento, por mais triste que isso seja.

2 – Levando em consideração que elas morreram em desassossego, irão penar e muitas se tornam revoltadas. Por que auxiliariam os encarnados? A primeira intenção do espírito em desequilíbrio e em sofrimento é que outros partilhem da sua dor.

Existe até uma oração feita para as 13 Almas para evocá-las e pedir seu socorro. Mas até que ponto isso é seguro? Vejamos na pergunta 664 do Livro dos Espíritos, algo sobre as preces:

664. É útil orar pelos mortos e pelos Espíritos sofredores, e nesse caso como pode as nossas preces lhes proporcionar consolo e abreviar os sofrimentos? Têm elas o poder de fazer dobrar-se a justiça de Deus?

—A prece não pode ter o efeito de mudar os desígnios de Deus, mas a alma pela qual se ora experimenta alívio, porque é um testemunho de interesse que se lhe dá e porque o infeliz, vê sempre consolado, quando encontra almas caridosas que compartilham as suas dores. De outro lado, pela prece provoca-se o arrependimento, desperta-se o desejo de fazer o necessário para se tornar feliz. É nesse sentido que se pode abreviar a sua pena, se do seu lado ele contribui com a sua boa vontade. Esse desejo de melhora, excitado pela prece, atrai para o Espírito sofredor os Espíritos melhores que vêm esclarecê-lo, consolá-lo e dar-lhe esperanças. Jesus orava pelas ovelhas transviadas. Com isso vos mostrava que sereis culpados se nada fizerdes pelos que mais necessitam.

666. Podemos orar aos Espíritos?

— Podemos orar aos bons Espíritos como sendo os mensageiros de Deus e os executores de seus desígnios, mas o seu poder está na razão da sua superioridade e decorre sempre do Senhor de todas as coisas, sem cuja permissão nada se faz; eis porque as preces que lhes dirigimos só são eficazes se forem agradáveis a Deus.

Dentre essas almas em sofrimento, chamadas de 13 almas santas, encontramos a mística também das 13 almas sedentas ou as 13 almas sedentas do purgatório. São almas que estão entre o céu e o inferno, que não foram tão bondosas, mas não erraram a ponto de serem mandadas ao inferno, que esperam seu indulto para ascender aos céus. Contudo ainda sofrem por demais no plano do Purgatório, sendo que muitas sentem sede. Aqui faço uma observação, sobre as almas que se evocam (ou invocam) nos trabalhos de Finados da Umbanda.

Porém com essas almas também vem espíritos que chamamos de Omulus (não confundir com os Exus Omulus ), que se manifestam bastante no arquétipo do Orixá, pedindo para que lhe cubram a cabeça com um pano branco (mortalha) e com uma vela na mão acesa, caminham pelo terreiro. Cremos que isso é uma simbologia para o trabalho que esses espíritos fazem, o de colher as almas. Seria o que conhecemos por aí de Ceifadores. Porém, tanto em uma manifestação (almas penadas), quanto na outra (Omulus), alguns Pretos-Velhos (que se mantém incorporados durante a manifestação destes) pedem que se dê bastante água para os médiuns, após a desincorporação.

Qual é a lógica disto? É simples! Nosso duplo-etéreo é mineralizado ainda e na incorporação perdemos muito dessa vitalidade. A água (principalmente a pura e mineral) é a forma mais rápida de se recuperar os eflúvios perdidos, trazendo equilíbrio ao sistema energético e orgânico do médium.
Não aprovamos em hipótese alguma pedir ajuda á estas almas, se quer pedir ajuda, peça as SANTAS ALMAS, que são os Pretos-Velhos e Pretas-Velhas, esses sim, são espíritos já evoluídos e que podem te atender da melhor forma.
Vou compartilhar aqui uma história da qual fui testemunha, mas vou preservar a identidade das pessoas em sigilo, por motivos óbvios. Acompanhe:

A moça acabara de conhecer um moço, estava feliz pelo que a vida lhe colocara. Novos projetos, novas oportunidades e uma companhia, que ela sabia dessa vez em seu íntimo – sem dúvidas – de que era a correta. O namoro não demorou a engatar e ambos viviam um relacionamento muito sincero, chamada a morar com o rapaz, a moça de pronto aceitou e então começaram a acontecer coisas estranhas.

Começou apenas com um leve incomodo, um zumbido baixo e persistente que crescia com o passar dos dias e a sensação de aperto e de aprisionamento. Era óbvio que ela estava se sentindo pressionada, mas não entendia o porquê, pois nunca fora cobrada de nada. Seu sono era interrompido por diversas vezes, sentia presenças e vultos a atormentarem a sua paz, sua cabeça sempre ficava cheia de ideias que não paravam de surgir mesmo quando dormindo.

Os efeitos físicos começaram a se manifestar, pessoas se afastavam, a televisão ligava e desligava sozinha. Sentia presenças agora a sentar-se na cama e sentia a depressão no colchão, causada por um corpo que não estava ali fisicamente. Foi quando se percebeu que as plantas da morada estavam todas secas e mortas, seja quais fossem, em vasos de terra ou água, todas morreram.

Certo dia a mãe da moça, ajudando-a com a mudança, diz que irá sozinha até sua casa para preparar as roupas, lavá-las e passá-las, acompanhada do pai da moça. O pai da moça ao entrar na casa do casal se sente mal, muito impactado por uma energia que não entende de onde vem, se sente tão incomodado a ponto de pedir para ir embora, porém a mãe da moça ainda tinha afazeres, mas se depara com uma criatura deformada, tentando alcançar uma garrafa de espumante, que estava na lavanderia, sem êxito.

A figura nefasta ao perceber a presença da mulher e também que estava sendo vista, desaparece correndo. A mãe da moça liga imediatamente para sua filha e relata tudo, que por sua vez conta tudo para seu companheiro. No terreiro pedem auxílio das forças do lugar para ajudar, então é executado um trabalho de limpeza na residência. Fora pedido 7 dias de preceitos para o casal e para o corpo mediúnico envolvido. Após isso, com todas as liberações da espiritualidade e da chefia da casa, partiu-se para a limpeza, onde após breve defumação um Exu se manifesta, nervoso, bravo e contrariado.

O exu saca seu charuto e com a outra mão pega uma Pemba branca e sai riscando pontos (sigilos) em todas as portas da casa. Esbravejando contra forças invisíveis que lá estavam, após tudo terminado, o Exu já muito nervoso e esgotado, se vai e dá passagem a um Preto-Velho, que calmamente disse: ” – Perdoe o homem de capa, ele estava cansado, pois foram retirados daqui 13 eguns!”…
O trabalho se encerra e o casal percebe que a harmonia voltou ao local, recuperam-se em seu relacionamento e nunca mais essas manifestações ocorreram. Passado alguns dias, a irmã da moça liga procurando-a na casa dela, porém não a encontra e acaba falando com o companheiro da mesma, contado como estava interessada em um rapaz e que agora estava trabalhando (espiritualmente) para tê-lo. O rapaz fica meio preocupado, com uma intuição alertando-o para o fato e questiona a irmã de sua companheira de como isso estava sendo feito.
Ela começa a contar que seu pai-de-santo ensinou-a uma oração muito forte, para que ela fizesse por 13 dias seguidos, após terem acendido 13 velas e ofertado 13 copos de água na Igreja das Almas. Que ela iria fazer essa oração para que o rapaz – objeto de seu amor – ficasse perturbado a ponto de só conseguir pensar nela e que fosse atrás dela. Por fim disse: ” – É a oração das 13 Almas de São Cipriano”.

O Menino da tábua

O Menino da tábua

 

 

Marcelino, segundo os relatos, foi um bebê prematuro, tendo nascido de sete meses.
Vítima de uma doença que o impedia de andar e restringia seu crescimento, passou a maior parte da sua vida deitado sobre uma tábua de lavar roupa.
Para se alimentar consumia apenas leite e água, não gostava de usar roupas e não deixava que forrassem sua tábua.
Também se diz que nunca saía de casa e jamais viu a luz do sol.
Morreu no ano de 1945 e foi enterrado junto com sua tábua.
Logo depois da morte de Marcelino, seu túmulo se tornou o destino de romeiros que vinham pedir sua ajuda e logo uma capela foi construída ao lado para abrigar devotos e agradecimentos pelos milagres a ele atribuídos.
Foi instituída uma festa anual em sua homenagem.
Em 2011 a comemoração atraiu milhares de fieis. No mesmo ano, o deputado estadual Mauro Bragato (PSDB) apresentou projeto de lei declarando a cidade de Maracaí uma Estância Turística Religiosa e inclui a festa no calendário turístico de São Paulo
Embora tenha morrido aos 20 anos de idade (conforme a letra da música de Pardinho e Pardal), a imagem venerada pelos romeiros é a de uma criança.

VELHICE NA VISÃO ESPÍRITA

VELHICE NA VISÃO ESPÍRITA

 

 

Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluido vital (fluido da vida).
Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.
Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito. Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.
Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.
Quando chegamos á Terra cada um tem uma “estimativa de vida”. Vai depender do que viemos fazer aqui. A pessoa que está estimado viver em torno de 60 anos receberá mais fluido que a pessoa que está estimado viver 20 anos.
André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto.
Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos.
Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos. Porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho. Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções. Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se. Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas.
Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.
Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras.
E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teriam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que: HÁ TEMPO.
Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos: estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado.
ATENÇÃO: a vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “MORATÓRIA”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne. Por isso vemos muitos trabalhadores do BEM desencarnando com idade bem avançada. Estes receberão uma carga extra de fluido vital para estender seu tempo no corpo físico.
Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.
José Raul Teixeira.

Fundanga

Fundanga

 

 

Bom dia povo de umbanda
O chamado ponto-de-fogo, feito com pólvora (fundanga)um dos mais utilizados recursos da umbanda e dos cultos africanos, é o efetuado com a pólvora e para finalidades as mais diversas.
Seu uso na magia negra é bastante difundido e os feiticeiros o utilizam em suas investidas contra seus adversários ou suas vítimas.
A pólvora é também conhecida por fundanga ou tuia e a sua fabricação pode ser caseira ou industrializada, a diferença entre uma e outra é idêntica a dos defumadores ou banhos de ervas colhidas e os comprados em firmas especializadas, isto é, nestas falta-lhes o preparo mágico indispensável e a dosagem exata de seus componentes o que, por vezes, impede seja atingido o fim pretendido.

“Fundanga” é uma expressão de origem kimbundo e seu significado, naquele idioma, é exatamente, pólvora.

Quanto a tuia, ainda que por sua morfologia nos afigure palavra de origem indígena é oriunda do ioruba tuyo que significa expelir, deslocar para fora.
A palavra representativa de pólvora nos idiomas indígenas, somente a fomos encontrar no tupi e é uma palavra arcaica e obsoleta na Umbanda, pois jamais ouvimos sequer um caboclo solicitar mocacui para seus trabalhos, dando preferência, invariavelmente, às expressões de origem africana.
A pólvora é um elemento de Magia ambivalente prestando-se, destarte, à serviços para o Bem e o Mal. É, pois, por sua potência, um dos recursos mais utilizados pelos feiticeiros para o enfeitiçamento de pessoas ou coisas tendo, ainda, o inusitado dom de transmitir ou conferir, a quem quer que seja, todo o poder que sua utilização seja feita com a estrita obediência dos preceitos de Magia e independentemente do fim a que se destina.

Tais fatores, conjugados, nos levam à conclusão de que todos os trabalhos com pólvora exigem uma concentração e precaução extraordinárias. Daí o porquê só devam ser feitas por entidades, na sua quase totalidade Exus, ou quando considerarem oportuno, delegarem poderes a um médium especializado para sua execução.

O primeiro nos impulsiona constantemente para a frente e para o alto nos dá ânimo e pertinácia em todos os nossos passos, nos concede o ardor, a iniciativa, o espírito de luta, a vontade e a capacidade de satisfazer nossos desejos atingindo o objetivo de nossas aspirações mas, em troca, nos oferece a inquietude, a inconstância e o amor às mudanças e novidades, a impulsividade que nos leva a ações inconseqüentes, recolhendo frutos não amadurecidos e perdendo os melhores e mais compensadores resultados de nossos esforços.

O segundo, é aquele que nos tolhe e nos traz desenvolvimento, fazendo-nos introspectivos, nos causa medo e a reflexão, nos leva a cingir-nos e a fixar-nos tanto no erro quanto na verdade, nos hábitos viciosos e virtuosos, nos torna fiéis e perseverantes, firmes em nossa vontade e tenazes esforços, e nos capacita a atrair aquilo para o que estamos interiormente sintonizados pelos nossos pensamentos, convicções e aspirações.
Em contraposição, nos acarreta a desilusão e o discernimento, nos afasta das mudanças e de toda ação irreflexiva, porém, também, de todo progresso, esforço e superação.

Apresenta-nos, agora, o terceiro componente, o carvão, inteiramente distinto dos demais, pois sua propriedade primordial é a fácil absorção dos fluidos de quaisquer naturezas. Assim sendo, todas as emoções astrais são por ele retidas e, por isso, desembaraça os objetos materiais dos fluidos de que se encontram impregnados.

Hermeticamente, o carvão, em seu estado natural é o símbolo da Constância e, em combustão, do Fervor, isto porque, neste estado, consegue dissolver o mais duro dos metais.
Apesar de ser a pólvora a força máxima prá limpeza, seu uso deve ser restrito a casos da mais absoluta necessidade e, além dos cuidados já arrolados no presente trabalho, sob a responsabilidade do Guia-Chefe ou á quem ele designar, com o auxílio, é evidente, das falanges trabalhadoras ou evocadas, jamais poderemos iniciar sua combustão senão com fósforos pelo mão-de-fogo, ou charutos, no caso de entidades incorporadas.
Em hipótese alguma utilizaremos a chama de velas para tal fim e, muito menos, isqueiros.

Ao encerrarmos, voltemos à tecla que jamais cansaremos de mencionar aqui em nossa casa: se o médium não estiver devidamente preparado, se não possuir o axé de mão-de-fogo e, principalmente, se não encontrar previamente autorizado por nossos guias, ouça nosso conselho e não se arrisque inutilmente a executar vaidosamente um trabalho de tal envergadura.

Atenção Médiuns!

Atenção Médiuns!

 

 

Para sermos bons médiuns, primeiramente não devemos nos envaidecer dessa faculdade, visto não ser um prêmio, e sim um meio para trabalhar em beneficio de irmãos sofredores, problemáticos ou portadores de mal psicológicos.
A mediunidade é para servir e não ser servida.
• Temos que ser irmãos verdadeiramente;
• Nos preocuparmos com as pessoas que se encontram na nossa assistência;
• Ter nossas obrigações sempre em dia;
• Zelar por tudo que diz respeito aos nossos orixás; e o mais importante ter AMOR à religião!
É necessário que o médium encare o seu trabalho mediúnico como uma missão, estudando, se preparando, sintonizando seu coração e sua mente com espíritos elevados e amigos, e aí poderá cumprir satisfatoriamente a missão que lhe foi confiada.
O médium deve tangir sua vida como um mensageiro de Deus, dos orixás e guias.
Ter um comportamento moral e profissional dignos, ser honesto e íntegro em suas atitudes.
Nos dias de hoje, é difícil ser tudo isso, mas vale a pena e pode ser feito.
As pessoas que são médiuns devem levar sempre a sério suas missões e ter muito amor e dar valor ao que fazem, ter sempre boa vontade nos trabalhos de seu terreiro e na vida do dia a dia.
O médium deve tomar, sempre que necessário, os banhos de descarrego adequados aos seus orixás e guias, estar pontualmente no terreiro com sua roupa sempre limpa, conversar sempre com o chefe espiritual do terreiro quando estiver com alguma dúvida, problema espiritual ou material.
“Deve deixar, na medida do possível, seus problemas materias sempre do lado de fora do terreiro”, ou seja, tentar entrar no terreiro com a cabeça mais arejada e limpa, fazendo com que haja uma divisão entre o material e o espiritual, embora eu saiba que deixar os problemas lá fora seja difícil, mas não é impossível.
Para termos uma boa incorporação, precisamos de alguns preparos antes e durante nossos trabalhos como:
– Tomar os banhos necessários;
– Fazer sempre firmezas para os guias;
– Se preparar para uma boa concentração;
– Buscar uma boa irradiação;
– Manter uma boa vibração;
– Nunca passar à frente dos guias.

ORAÇÃO AO CABOCLO 7 FLECHAS

ORAÇÃO AO CABOCLO 7 FLECHAS

 

 

Salve Zâmbi, Pai e Criador de todo o Universo! Salve Oxóssi, Rei da Mata e chefe de todos os Caboclos! Salve Seu Sete Flechas e sua falange guerreira!

Sete Flechas, baixai sobre nós um jato da vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos para que possamos entrar em comunicação com esta centelha de luz divina que emana das vossas sagradas flechas, defendendo e amparando-nos neste mundo terreno. Salve as sete flechas que vos foi dada, espiritualmente, para defender-nos de todas as provas que não nos vem de Zambi.

Bendito seja Oxóssi que vos o colocou sobre o vosso braço direito a flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores; bendito seja Ogum, que colocou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais; bendito seja Xangô que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade; bendita seja a grande Mãe Yemanjá que colocou uma flecha em vossas costas para defender-nos das traições de nossos inimigos.

Bendito seja Oxalá que vos colocou uma flecha sobre vossa perna direita para cobrir os nossos caminhos materiais e a senda da espiritualidade, bendita seja as Santas Almas que vos botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus. Bendito seja os Ibejis que entregaram em vossas sagradas mãos a flecha do astral superior, para dar à humanidade a divina força da fé e da verdade. Zâmbi foi quem ordenou, os Orixás as flechas vos entregou. Com as forças das sete flechas, Seu Sete Flechas me abençoou.

 

 

Bom dia povo de umbanda!
Dentro da liturgia de umbanda, existem alguns rituais que são parte importante do ato de reverenciar e respeitar os orixás e guias de nossa casa.
Um filho de fé quando entra em um terreiro de umbanda, o que frequente ou qualquer um, não entra de forma aleatória, pede licença ao dono da casa que zela na ação de resguardar os aspectos espirituais da casa.
Na chamada tronqueira, ficam os assentamentos dos Exús e Pombagiras, com elementos específicos que são antenas e agem como pára-raios evitando que forças degeneradas adentrem o terreiro.
No salão ao entrar, cumprimenta todas as forças da casa (cantos) fazendo os sinais ritualísticos, reverenciando o alto e embaixo a esquerda e a direita do terreiro, no altar (Pegí ou Congá) pede licença aos Orixás e guias protetores que comandam a casa espiritual.
Estas reverências são tanto para o médium entrar no aspecto da espiritualidade do templo e ao mesmo tempo mostra todo um respeito sobre a espiritualidade de umbanda.

Quando inicia-se os trabalhos espirituais, seguindo a liturgia que fora determinada pelo dirigente espiritual da casa, em um momento entoam-se cânticos de abertura de poderosas forças de correntes espirituais, na chegada do guia chefe do congá, momento que o médium inclina-se e ao tocar a cabeça no solo puro, devidamente preparado, apresenta seu Orì á Olorum, aos Orixás e guias protetores, mostrando o respeito e se apresentando ao trabalho edificante da espiritualidade.
Este rito é o contato com o sagrado, é o momento de pedir à Oxalá a benção pelo trabalho que vai executar na espiritualidade.
Em relação á bater cabeça ao Pai/Mãe de Santo da casa,demonstra-se todo carinho que se deve ter nele(a), respeito á sua experiência, aos anos de religião e ao trabalho em lhe ensinar a doutrina.
Demonstra-se respeito ao guia feitor que lhe conduz espiritualmente e responde junto ao astral acerca de todo o processo de seu desenvolvimento perante ás suas entidades e aos orixás regentes de seu Pai/Mãe de Santo.
O ato de bater cabeça é o respeito, é a reverência, é a entrega de sua matéria para as correntes do bem dentro do culto que se abre dentro do terreiro de Umbanda.

Entendam Algumas Coisas…

Entendam Algumas Coisas…

 

Bom dia povo de umbanda!
Muitos dos que frequentam um terreiro de umbanda, querem fazer parte ativamente, querem fazer parte da corrente, querem incorporar seus guias, querem dar consultas, querem tudo isso e muito mais.
Mas será que estão preparados para assumir tamanha responsabilidade?
”RESPONSABILIDADE” com letras maiúsculas, e com todo o peso que esta palavra tem dentro de um ritual de umbanda.
Ser responsável primeiro por si próprio para depois assumir a responsabilidade de tentar cuidar de alguém.
Para vestir o tão sonhado branco, é preciso se vestir de humildade, respeito e conhecimento.
Mas quantos se dão conta deste fato? Posso dizer pelo que vejo, que são pouquíssimos os iniciantes e mesmo alguns médiuns já em desenvolvimento que tem o pé no chão, a maioria tem a cabeça nas nuvens da ilusão, suspiram pelo posto,mas não pelas ocupações do cargo, como alguns profissionais que suspiram por determinados salários, mas não possuem qualificação profissional para exercerem determinadas profissões.
Ao longo destes anos todos dentro da religião, ainda vejo aqui e ali uma legião de neófitos colocando o carro á frente dos bois e querendo passar a frente do seu “tempo”, o tempo que todos temos para aprender e amadurecer.
Pular etapas, ultrapassar limites, não faz ninguém evoluir mais rápido, muito pelo contrário.
A humildade tem que existir e se mostrar através do respeito ao solo que se pisa, a corrente astral que lhe acolheu, ao dirigente espiritual que lhe orienta e ampara, aos irmãos mais velhos que chegaram primeiro e já amadureceram e entenderam o valor da simplicidade.
A ansiedade em “consultar” tem que ser substituída pela vontade de aprender, de se preparar para melhor ajudar a todos que buscam o terreiro para amenizar suas dores físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Afinal, só estando bem e tendo conhecimento, é que podemos fazer o bem sem olhar a quem e antes de amparar alguém,sempre devemos nos certificar que estamos amparados.

Vê vultos dentro de sua casa?

Vê vultos dentro de sua casa?

Sente presenças próximas de você?
Este patuá de proteção irá coibir e minimizar estes problemas.
Você irá precisar de :
1 Vassoura de palha virgem
1 Cordão de São Francisco (cores escuras)
1 Rosário virgem
2 Olhos de cabra
2 Búzios
Fixe todos os elementos descritos na vassoura, conforme a foto e após cruzada por um(a) Preto Velho (a) de sua confiança, coloque em pé , atrás da porta principal ou a mais utilizada de sua casa.
*Este patuá só funcionará corretamente se for energizado e preparado por uma entidade que entenda o real simbolismo de cada elemento utilizado nele e como vibrá-los adequadamente á cada situação.
Quer ela pronta?
Temos aqui em nossa casa para vender, totalmente preparada.
Não despachamos ou enviamos para nenhuma localidade.
Elemento magístico disponível apenas para retirada em nossa casa.

Se você,ao…

Se você,ao…

 

*Se você, ao entrar em um terreiro,pede licença e saúda os assentamentos e firmezas da casa;
*Se você, ao ficar diante de um Preto Velho se ajoelha e pede sua benção;
*Se você, ao se afastar de um guia ou do altar,sai de costas e permanece de frente para o altar;
*Se Você, ao conversar com uma entidade,se curva e abaixa o olhar em sinal de respeito;
*Se você, ao tomar um passe,agradece de coraçãoa entidade que o atendeu;
*Se você, ao ganhar de um guia um gole de sua bebida,pega sempre o copo com as duas mãos;
*Se você, ao ser convocado para um trabalho difícil,não se envaidece e se prepara com amor;
*Se você, ao ser corrigido por seu Pai/Mãe de santo não se enfurece,mas entende que é para sua evolução;
*Se você, ao encontrar seu Pai/Mãe de santo,toma sua benção, seja onde fôr;
*Se você, ao cantar determinados pontos de umbanda ainda se emociona como no início;
*Se você, ao perceber um erro de alguém,não critica,mas procura orientar da forma adequada;
*Se você, ao não entender um ensinamento ou doutrina,questiona,pergunta,ao invés de fingir que entendeu;
*Se você, ao ouvir comentários desnecessários dentro do terreiro os ignora e não se envolve;
*Se você, ao faltar ao gira ou em algum trabalho, pede desculpas aos seus guias por sua falta;
*Se você, ao fim de um culto ou trabalho fica feliz e ansioso pelos próximos compromissos;
*Se você, ao invés de priorizar as amizades com irmãos de santo,prioriza a casa que o desenvolve;
*Se você, ao se sentir fraco,busca a ajuda de sua casa ao invés de se afastar dela;
*Se você, ao presenciar algum problema em sua casa,não se omite e tomas as devidas providências,mostrando-se atuante;
*Se você, preocupa-se tanto com o seu próprio desenvolvimento quanto com o dos outros;
*Se você, tem respeito e amor verdadeiro por sua casa e entende o quão é difícil em vários momentos mantê-la…

Mais uma linda estória de terreiro…

Mais uma linda estória de terreiro…

 

Bom dia povo de umbanda!
Segue uma,dentre várias estórias iguais que acontecem constantemente em nossa trajetória de evolução.
“Faz caridade filho, faz caridade filho!”
Assim eram as falas de Pai Joaquim,repetidamente á cada noite de consultas…
Não era a primeira vez que aquele consulente ouvia os mesmos conselhos do Pai Joaquim, já haviam se passados seis meses desde o primeiro dia que aquele senhor tinha adentrado ao terreiro para se consultar, passando a fazer parte da assistência, sempre voltando á casa para tirar suas duvidas.

Naquele dia ele estava decidido,iria perguntar ao vô Joaquim,(como meu preto velho é chamado por todos),porque toda vez que falava com ele escutava o mesmo conselho? será que como espírito não estava vendo que ele já estava fazendo sua parte?
Esperou ansioso a sua vez de ser atendido e sua senha custou á chegar, aquela noite seria especial, seria diferente das outras, aquele encontro marcaria uma nova etapa no caminhar daquele consulente.
Como sempre fazia, mais por repetição do que mesmo por convicção, se ajoelhou diante do preto velho e foi dizendo:

Benção Pai Joaquim, hoje venho lhe pedir uma explicação para melhor entender o que o senhor me diz.
Oxalá te abençoe meu filho! eu fico feliz com sua presença e gosto de “prosear”com todos os filhos que aqui vem.

Meu vô, como o senhor mesmo sabe já faz algum tempo que venho á esta casa e falo com o senhor, como já lhe disse não tenho uma situação financeira ruim, ao contrário, nunca tive problemas dessa ordem o que sempre me facilitou uma vida com fartura e bem-estar desde a infância.
Certo meu filho, eu já tenho “cunhecimento” de tudo isso que ocê falou.
É meu vô, por essa razão gostaria de lhe perguntar porque o senhor toda vez que fala comigo me aconselha a fazer a caridade? o senhor não já sabe que faço isso todo mês, entregando gêneros alimentícios aos que estão carentes? além do que, na minha empresa mantenho uma creche para os filhos dos meus empregados para que assim possam trabalhar com mais tranqüilidade.
Por isso gostaria que o senhor me explicasse o porquê desse conselho, dentro da minha consciência cumpro com meu compromisso.
É verdade meu filho, tudo isso que ocê falou prá mim, faz parte de seu compromisso e ocê cumpre direitinho sua parte, porém filho, esse compromisso faz parte de seu social.
Ocê alimenta o corpo material que precisa de sustentação prá ficar de pé, pois se não for assim filho tem prejuízo, só que o filho também precisa distribuir o pão espiritual e assim fazer a caridade.
Não entendi meu vô seja mais claro? que caridade espiritual é essa?
É a mesma que esse meu aparelho faz aqui no terreiro,ocê precisa assumir sua condição de médium e começar á praticar este dom.
Espantado, disse o consulente: como é que é Pai Joaquim, o senhor está me dizendo que tenho compromisso com a mediunidade na umbanda é isso?
É isso sim, meu filho,ocê tem compromisso com essa banda.
Ante as muitas verdades que ele já tinha ouvido, nunca uma afirmação estava tanto á lhe remoer a alma, como seria possível? achava a umbanda linda, gostava do cheiro das ervas e do cachimbo dos pretos velhos, mais daí então a ser médium era demais para ele.
Mesmo de forma acanhada buscando aparentar tranqüilidade aquele senhor disse ao vô:
Meu vô, acho que há um equívoco, pois nunca senti nada á respeito desta tal de mediunidade.
Não sentiu, porque se prende e que não quer dizer ou ocê acha que nós num vê?; não vê o companheiro de aruanda que lhe acompanha e que hoje está dando autorização prá fazer esse conversado?
Meu filho diz que gosta do cheiro das ervas e desse terreiro,o que é uma verdade , mas o que filho não se vê é dobrando o corpo para prestar a caridade, deixando assim que seu preto velho também lhe traga lições para seu caminhar.
Então meu filho, enquanto ocê não entender, preto véio vai continuar repetindo o conselho: faz caridade filho, faz caridade filho,mesmo que tenha que arrepetir isso por muitas vêis, pois água mole em pedra dura filho, tanto bate inté que fura.
Olha minino! eu tenho um compromisso moral com esse companheiro de aruanda que te acompanha e te agaranto que não será de minha parte que não será cumprido. Pensa no que esse véio te falou e dispôis vem prosear novamente, pois o passo de véio é miudinho e devagarzinho, só tem uma coisa minino: o tempo corre e espero que ocê queira aproveitar enquanto tá desse lado de cá!

Aquele consulente se levantou da frente de Pai Joaquim, sem dizer mais nenhuma palavra, seria preciso tempo para digerir tudo que ele tinha ouvido.
Oito meses se passaram depois daquela conversa,o consulente nunca mais nos visitou e ninguém no terreiro tinha mais visto novamente aquele consulente na assistência.
Era mais um sábado de festa de pretos velhos, os pretos e pretas velhas estavam em terra e Pai Joaquim olhava para a porteira do terreiro como se estivesse á esperar por alguém e assim cantarolava bem baixinho:
“Acorda cedo meu filho, se com velho quer caminhar, olha que a estrada é longa e velho caminha devagar, é devagar, é devagarinho quem anda com preto velho nunca ficou no caminho”.
Acostumados com o batuque alto da curimba os filhos de santo não conseguiam perceber que naquele dia Pai Joaquim cantava e a sua entonação estava mais dolente, mais um filho de Zâmbi venceria uma etapa, mais um seria libertado.
E foi olhando para a porteira que Pai Joaquim viu aquele senhor adentrar no terreiro, com os olhos rasos d’água e de joelhos se postar assim dizendo: Pai Joaquim, se é verdade que tenho essa tal de mediunidade, aqui estou eu para aprender a fazer caridade, nesses 8 meses que fiquei afastado daqui, minha vida perdeu a alegria, relutei muito para chegar aqui novamente e não nego que fugi por vergonha e medo,e se ainda houver tempo…
Aquele consulente nem chegou a ouvir a resposta do Pai Joaquim…do seu lado já se encontrava uma entidade,apresentando-se como preto velho, que de forma doce e amorosa assim falou:
Meu filho á quanto tempo espero por esse momento, por esse reencontro,vamos trabaiá meu filho nas bênçãos de Zambi e na fé de Oxalá!
Diante dos filhos daquela corrente, aquele homem branco, de olhos claros, quase azuis, alto, dava passagem nesse momento á mais um preto velho e foi curvando aquele corpo que se ouviu a voz da entidade assim dizer: Bendito e louvado sejam o nome de nosso Pai Oxalá! Saravá Pai Joaquim,Pai Benedito se faz presente nesse Congá!

E daquele dia em diante mais um filho começava a sua caminhada,mais um chegava á corrente de nossa casa…

O porquê do desenvolvimento mediúnico

O porquê do desenvolvimento mediúnico

 

 

A mediunidade é vista por muitos como um grande fantasma, algo que deve ser tratado e retirado da vida de uma pessoa já que ela é responsável por prováveis malefícios na sua vida. Já por outros é vista como um carma, algo pesado que se tem para carregar. Outros ainda consideram-na como um dom que nos torna muito especiais. Mas será que realmente ela é prejudicial, um fardo ou algo exclusivo?
Segundo ensinamentos espirituais, 40% das pessoas já nascem portadoras de faculdades mediúnicas plenamente desenvolvidas, sejam elas conquistadas em outras vidas ou no tempo em que estiveram no astral.
Isso acontece por a mediunidade ser uma das mais poderosas ferramentas para o desenvolvimento consciencial e espiritual do ser humano.
Independentemente da crença religiosa de cada um, é notório que quase todas (para não dizer todas né?) as filosofias espirituais e religiosas vieram por inspiração ou pelo ensinamento de seres espirituais considerados de alto grau ou luminosidade e que as mesmas serviram como regra ou padrão para um desenvolvimento equilibrado e natural da humanidade. Claro que temos que levar em conta a cultura local e a época em que foram passadas tais orientações.
A humanidade evoluiu e, consequentemente, as religiões e a espiritualidade como um todo, adaptando-se aos novos meios e aos novos tempos, sem nunca deixarem de ser o que são: vias de desenvolvimento humano.
Vimos também em relatos históricos que a queda de antigas civilizações se deu ao fato do afastamento progressivo da sua sociedade das condutas religiosas, espirituais e éticas propagadas pelas mesmas, pois estas serviam para manter uma estabilidade e um equilíbrio comportamental no seu meio.
Sabemos que alguns vão dizer que alguns conceitos ficaram ultrapassados e ilógicos. Posso até concordar, afinal de contas, tudo evolui. Mas também sabemos que alguns deles sempre estiveram, estão e estarão corretos por serem verdades irrefutáveis.
Não vamos aqui falar de conceitos religiosos verdadeiros ou falsos, mesmo porque cada religião e sociedade têm os seus próprios meios de os ver, interpretar e entender e não somos nós que iremos tentar ser os donos da verdade.
Mas quando nos afastamos de Deus e dos seus valores eternos e internos, passamos a criar desequilíbrios pessoais e interiores. Isso é um fato e se isso acontece em larga escala, com certeza criaremos também problemas sociais.
E o que isso tem a ver com mediunidade?
Tudo, ou praticamente tudo.
Acreditamos que muitos já devam ter ouvido falar de um “tal” de desequilíbrio mediúnico que leva tantas pessoas a sofrer. Mas será mesmo que a mediunidade quando corretamente praticada se desequilibra?
De forma nenhuma, pois a mediunidade é um sentido, uma capacidade natural do ser humano de se conectar com o invisível ou, se os mais cépticos preferirem, com o abstrato. Porém, se não fosse pela nossa condição mediúnica, inerente á todo ser humano, não seríamos capazes de realizar uma única oração que fosse. Ou não é verdade que o ato de rezar é uma forma de se comunicar com planos espirituais ou invisíveis?
E sentido é algo que não se desequilibra, mas pode dar “defeito” ou ser mal utilizado, por exemplo: uma pessoa que só vê maldade em tudo, é a sua visão que está em desequilíbrio ou é um desequilíbrio da sua personalidade (maldosa)? Diferente de uma pessoa que passa a ter problemas de visão ou fica cega pois deixa de ver com nitidez ou mesmo de todo, certo?
Pois bem, por acreditar que quem desequilibra a sua condição mediúnica é o próprio médium, através dos seus próprios comportamentos psíquicos, emocionais e sociais (independentemente dos motivos que o levaram a isso), achamos que um reencontro desse mesmo médium com Deus, através de uma religião, é capaz de equilibrá-lo novamente. O ensino de Deus, das Suas divindades e dos valores morais ligados a ele e a ela (religião), não só o ajuda na sua transformação interior como também no seu fortalecimento e equilíbrio enquanto indivíduo. A isso também chamamos de desenvolvimento mediúnico, pois o ato de desenvolver a mediunidade não pode ficar apenas no exercício e no treino mediúnico. É preciso antes ensinar, pois se não houver um entendimento da mesma não irá ter o resultado almejado, que é o bem-estar do indivíduo. Por isso é tão comum um médium ir um templo umbandista e escutar da entidade “ filho, o seu problema é mediunidade e você precisa desenvolvê-la para melhorar”, porque um desenvolvimento mediúnico bem orientado ajuda a desenvolver a consciência de que é preciso também uma transformação interior que o ligará novamente a Deus, suas divindades e seus princípios divinos que o fortalecerão e o equilibrarão.
Claro que sabemos que uma atividade mediúnica fora de controle, seja numa criança, num jovem ou mesmo num adulto, torna o ser muito mais sensível aos problemas do meio, deixando-o triste e perturbado psicologicamente, desinteressado pela vida, criando vários bloqueios e problemas físicos, psíquicos, materiais, profissionais, sentimentais, etc., que precisam ser orientados e cuidados.
Por isso a Umbanda utiliza o recurso mediúnico de incorporação para o equilíbrio e fortalecimento interior dos seus médiuns que, através dos seus guias, passam a fortalecer-se, a aprender e, com o tempo, através deles e das suas bases, orientar os consulentes que comparecem nas suas sessões religiosas ou giras em busca de força, saúde, equilíbrio e felicidade para as suas vidas.

 

 

 

Você que fica em cima do muro…

Você que fica em cima do muro…

-Eu ví, mas não quis me comprometer com meu irmão…
-Eu ouví, mas não estavam falando de mim…
-Eu presenciei, mas não quero problemas pro meu lado…
-Não vou falar nada, não foi comigo…
-Não vou me intrometer , eles resolvem isso …(Pai/Mãe da casa)
Se você é membro de um terreiro/ilê/tenda e demonstra esta postura, tem este tipo de conduta e pensa desta forma, me desculpem a sinceridade…
Você não passa de um (a) covarde e não tem amor ou respeito algum pela casa que lhe acolhe!
Onde está a sua personalidade e o seu caráter?
Quer dizer que viu, mas prefere omitir erros do que perder o importantíssimo conchavo com o irmão que comete erros né?
Quer dizer que ouviu, mas como não estavam ‘’malhando’’ você ,não importa se estavam falando mal da casa ou de outro irmão né?
Quer dizer que presenciou, mas prefere ter sua imagem de ‘’santinho(a) perfeito(a)’’ preservado (a) do que dar a cara á tapas e defender sua casa né?
Quer dizer que não vai falar nada, porque a conversa não foi com você, ou seja, você desconhece completamente o sentido do termo ‘’família de santo’’ onde TODOS se preocupam com todos né?;(ou pelo menos deveriam).
Quer dizer que você não vai se intrometer, seu Pai ou Mãe de santo que resolvam o problema, afinal a casa é deles e não sua né?
Entendam médiuns, que até esses problemas íntimos de cada casa, essas discussões desagradáveis e demais assuntos internos de sua casa, também fazem parte de sua instrução espiritual e possível preparação sacerdotal, afinal, caso algum dia consigam ter sua própria casa de religião, como irão saber conduzir e se portar diante desses problemas, se agora que estão apenas aprendendo na casa de seu Zelador, preferem se omitir e se esquivar deste aprendizado?
Por favor, ‘’JAMAIS’’ pensem que terão competência ou capacidade para se tornarem sacerdotes (izas) com essa postura e comportamento, pois lhes faltam adjetivos essenciais como retidão, seriedade, imparcialidade, liderança, pulso firme e principalmente coragem para conduzir uma casa e uma família de santo.
Pai Mario de Ogum

Os 7 Pecados capitais de um médium umbandista…

Os 7 Pecados capitais de um médium umbandista…

 

 

• INVEJA:
Um membro de sua casa foi eleito para um cargo que você cobiçava…
Tornou-se responsável por algo, por exemplo, em vez de você, isso não é um motivo justo para se enervar, só quer dizer que você não está pronto ainda para isso.
Não fique chateado,apenas busque se melhorar e evoluir.

• IRA:
Algumas coisas,alguns fatos, vão acontecendo ao longo do tempo que vão te chateando e, em tempo, se tornam um verdadeiro câncer em sua vida espiritual.
É sua obrigação sentar-se com os responsáveis e relatar os pequenos problemas assim que eles acontecem, justamente para uma pequena situação não se tornar algo gigantesco.

• PREGUIÇA:
Tudo no terreiro é de todos, a estrutura física do terreiro é responsabilidade de cada um, não fazer parte da equipe de limpeza, por exemplo, te deixará fora das atividades sociais do grupo e isso fará com que você se desanime.
Não tenha preguiça, trabalhe duro e “faça parte” realmente, do seu terreiro.
O desânimo causado pela preguiça também não é motivo justo para você se desligar da casa,lembre-se disto.

• GULA:
Gula não tem a ver só com comida.
Pode ser a vontade de consumir tudo de uma só vez, por exemplo: você acabou de entrar e já quer trabalhar incorporado ou mesmo aprender e entender tudo rapidamente.
Vá com calma, sob pena de se decepcionar por não ter sua gula saciada.

• LUXÙRIA:
O terreiro é local sagrado, feito para facilitar para você, médium, o trabalho da caridade. Não é lugar para dar vazão as suas fantasias sexuais, muito menos com irmãos e irmãs de trabalho.
Acontece de se interessar por um parceiro de trabalho, mas isso não é desculpa para ser leviano.
Isso dará motivos para fofocas e você, futuramente, se irritará com isso, se esquecendo que o culpado pela situação é você mesmo.

• AVAREZA:
Contribua com a mensalidade e demais encargos de sua casa. Além disso, avareza também está ligada com o fato de você tentar se apossar de tudo no terreiro.
Você está lá para servir, não para ser servido, isso acarretará broncas e situações chatas com seus irmãos de caminhada.

• VAIDADE:
O que falar da vaidade? Você não precisa ter o maior “cachimbo” do terreiro para mostrar que seu preto velho é bom.
Não precisa impor seu cargo hierárquico aos outros, evite a vaidade e seja amado por todos.

O Silêncio é uma Prece!

O Silêncio é uma Prece!

 

 

Talvez algumas pessoas não entendam o verdadeiro sentido de se fazer silêncio ao adentrar no terreiro.
O silêncio não é só uma forma de respeito aos médiuns e entidades que ali vão trabalhar, mas temos que entender que no momento em que se entra num terreiro as entidades mesmo não incorporadas num médium, já começam a atuar sobre todos nós.
Começando a descarregar as cargas negativas, dando início a um trabalho de cura, entre outras coisas, que serão aprofundadas no momento do passe ou da consulta, dentro da misericórdia e merecimento de cada um.
Mas fundamentalmente, o silêncio é uma oportunidade única das pessoas pararem olharem para dentro de si, e reavaliarem o porquê de estarem passando determinada situação. Tudo na vida é um resultado das nossas ações – a famosa Lei da Ação e Reação.
Assim, aquele momento em que se está sentado nos bancos esperando o início da sessão, consulta ou passe, é o momento pra avaliar os acontecimentos, um momento para se respirar fundo, tentar se desvincular dos pensamentos negativos para então se tornar receptivo ao passe e melhor entender o que as Entidades vêm a lhe falar.
Sim, queremos dizer que se uma pessoa que for procurar um terreiro, ao chegar neste, tomado pela negatividade, achando que nada em sua vida vai mudar, que espera que ali venha uma Entidade e que num passe de mágica faça tudo melhorar em sua vida, certamente sairá frustrado.
As Entidades servirão como um farol indicando por onde se deve caminhar para então melhor se chegar ao destino, no entanto por determinação Divina, as Entidades não podem simplesmente livrar as pessoas do que, por lei cármica, tem que passar.
Dessa maneira, todos os Guias Espirituais, serão uma força extra que teremos e nos norteará para ultrapassar nossas provações.
Procure ao chegar num terreiro, respirar fundo, e mentalizar, aqui entrarei para me reencontrar comigo mesmo, vou abrir meu coração e procurar entender tudo aquilo que os Guias me falarem e aconselharem.
Assim, por lei de atração você estará mais receptivo a todos os bálsamos que os Espíritos de Luz irão derramar sobre você e sua vida!
(Autor Desconhecido
)

TESTAMENTO AOS MEUS FILHOS DE SANTO

TESTAMENTO AOS MEUS FILHOS DE SANTO

 

 

Deixo por meio deste instrumento virtual os meus desejos e disposições… Deixo aos meus filhos e filhas de santo, a doçura e o consolo dos orixás, o amparo que eles nos dão nas piores horas, e o peso de tentar á cada dia, ser o melhor pra eles.
Deixo as horas acordado na frente do altar pedindo forças prá mim e para cada um de vocês, tentando entender cada problema, cada dificuldade, que vocês me narram, sempre buscando abrandá-las para que estas não lhes machuquem, deixo o telefone tocando de dia ou de madrugada sempre com alguém pedindo ajuda do outro lado da linha, deixo as noites de sono interrompidas por alguma emergência.
Deixo a minha alegria de ver nascer um orixá em um filho e este se emocionar pela primeira vez com nossa Mãe Umbanda e deixo a tristeza profunda de ver a frieza do mesmo filho, ao abandoná-la futilmente.
Deixo a tristeza das ingratidões e o mal estar de ter que repreender á quem se ama e sempre ser mal compreendido por isso.
Deixo a agonia de ver os passos errados de vocês e não poder evitá-los como gostaria, de modo á preservá-los e protege-los melhor.
Deixo a solidão que me oferecem quando tudo em suas vidas vai bem ,me esquecendo de lado, deixo o abandono que me expressam quando algo dá errado em suas vidas.
Deixo os axés, os anjos de guarda, os passes á distância e demais energizações feitos á vocês, sem vocês saberem.
Deixo as desilusões por esperar tanta evolução de determinados filhos e ver que estes preferem os caminhos tortuosos e os comportamentos inadequados á evolução;
Deixo as dívidas da fé, e a fé duvidosa que muitos expressaram longe dos meu olhos.
Deixo as longas noites de muito trabalho incorporado, ouvindo suas queixas e lamentos…deixo o peso de não ter direitos e somente deveres…
E meus filhos, quando se apossarem desse meu legado, se conseguirem levar esta casa adiante, talvez entendam o que é ser um Pai-de-santo…decepcionado com tanta traição e descaso de quem deveria ajudar a unir.

Olá povo de Umbanda

Olá povo de Umbanda

 

 

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam ao chão. Quando pegava o copo, o leite era derramado na toalha da mesa. O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
– “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
– “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão”.
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira. Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de quatro anos de idade assistia a tudo em silêncio. Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança: “O que você está fazendo?”. O menino respondeu docemente: “Ah, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer”.
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos. Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E, por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.
De uma forma positiva, aprendi que não importa o que aconteça, ou quão ruim pareça o dia de hoje, a vida continua, e amanhã será melhor. Aprendi que, não importa o tipo de relacionamento que tenha com seus pais, você sentirá falta deles quando partirem. As pessoas gostam de um toque humano – segurar na mão, receber um abraço afetuoso. Ainda temos muito que aprender…

Alguns Fatos Sobre a Umbanda

Alguns Fatos Sobre a Umbanda

 

 

Bom dia povo de umbanda!
A Umbanda é uma religião que possui como objetivo promover o desenvolvimento mediúnico e o atendimento aos necessitados. (casas engajadas com estas causas)
Trata-se de uma tarefa que exige muita responsabilidade e dedicação por parte de seus integrantes e membros.
O terreiro de umbanda é um espaço sagrado e deve ser respeitado como tal por todos aqueles que nele adentrarem, mesmo consulentes e visitantes, e claro, esse respeito se exige e se espera principalmente do corpo mediúnico do próprio terreiro.
Apesar do toque dos atabaques e batidas de palmas, a sessão de umbanda não pode ser considerada uma “festa”.
O Médium deve estar concentrado e focado em sua missão, permitindo que suas entidades possam se manifestar e cumprir a missão à que foram designadas dentro dos preceitos e costumes de sua casa.
O respeito e a concentração devem existir em todas as sessões, independentemente da linha ou falange que será trabalhada.
Muitas pessoas acreditam que pelo fato de linhas com a de baianos, crianças, marinheiros, etc., trazerem alegria e um comportamento mais descontraído que de outras entidades, não precisam dedicar o mesmo respeito e concentração que é destinada as linhas tidas como sérias, como por exemplo, a de caboclos e pretos velhos.
Trata-se de um erro comum, porém grave.
Todas as linhas merecem o mesmo respeito e a mesma concentração do médium, pois todas elas são manifestadas por espíritos de luz, que vêm de Aruanda prestar auxílio a todos os necessitados, inclusive ao próprio médium.
Na Umbanda, o médium é o elo de uma corrente, a qual deve estar em perfeita sintonia.
Se um dos elos está fraco e desconcentrado, toda a corrente sofrerá as consequências e o trabalho fica mais “pesado” e vulnerável a manifestação de “kiumbas”.
Por tal razão, o médium ao adentrar ao terreiro, deve se preocupar unicamente com seu progresso espiritual e deixar para o lado de fora todo e qualquer assunto ou comentário estranho ao seu desenvolvimento.
Além disso, para um bom andamento dos trabalhos e giras, o médium deve evitar:
– conversas paralelas durante a sessão;
– risadas e brincadeiras;
– cruzar os braços e encostar-se a parede;
– saídas desnecessárias e exageradas (cozinha, banheiro, etc.);
– desconcentrar o irmão que está ao lado;
Entre outras atitudes que geram desconcentração e acabam por atrapalhar o seu progresso e o progresso de toda a casa.
O médium umbandista, deve ainda ter muito cuidado com a vaidade, orgulho e a pressa.
São vícios que o afastam da verdadeira missão e impedem o progresso espiritual.
A vaidade e o orgulho fazem com que o médium se sinta o melhor médium existente dentro da casa e acredita que apenas suas entidades são capazes de resolver este ou aquele problema; questiona ensinamentos superiores; não valoriza o que as outras entidades e chefes da casa ensinam; usa aparatos desnecessários e chamativos, apenas para satisfazer seu próprio ego, entre outras coisas.
A pressa faz com que o médium queira “se formar” , já força seus guias que ainda estão em aproximação, riscar pontos, usar bengalas, copos,taças, bicos (no caso da linha de criança), etc.
O médium deve entender que a mediunidade é algo a ser trabalhada á longo prazo e não em poucos meses.
A pressa faz com que a entidade fique “engessada”, ou até se afaste, pois o médium está atendendo suas próprias vontades e não a vontade do guia.
Por isso, o médium deve ser paciente e deixar que seu desenvolvimento ocorra naturalmente, pois, nenhuma entidade gostaria de usar um “aparelho” com vícios, pois sua missão não seria alcançada.
O desenvolvimento mediúnico é a preparação do médium para começar a cumprir seus objetivos espirituais, e ao contrário do que muitos pensam, ela não se encerra com a coroação, na verdade, após a coroação é que a batalha começa de verdade, pois, analogicamente, o soldado deixa de ser um mero aprendiz e assume o fronte, como sempre é lembrado aqui na TUOD..
Desse modo, nós, médiuns umbandistas, devemos procurar nos livrar de todos os vícios que maculam nosso progresso espiritual, a fim de colaborar com o bom andamento das sessões, buscando nossa evolução e evolução de nosso terreiro, para que ele seja repleto de luz e harmonia, evitando ser o autor de atos e atitudes que gerem desconcentração e que desvirtue os objetivos reais de cada sessão.
Só assim, poderemos, de fato, ajudar a nós mesmos e aqueles que procuram o nosso auxílio.
Pensem nisso, a umbanda precisa de nós e não podemos decepcioná-la!

Lição do Exú Meia Noite

Lição do Exú Meia Noite

 

 

Uma vez um homem muito distinto chegou no terreiro para ter uma consulta e naquele dia por força de um outro trabalho pendente era Sêo Meia Noite que iria atender.
Ele queria conversar de igual pra igual, achava que falar com preto velho ou caboclo era coisa de gente atrasada.
Já chegou com uma bonita garrafa de Whisky e uma caixa de charutos pra “agradar” o “Compadre” ; se gabava todo.
Chegou sua vez, sentou na frente do Exu e logo soltou um sorridente ‘’Saravá’’ como se fossem amigos a muitos anos…(logo com quem…)
Sêo Meia Noite educado, mas não com cara de muitos amigos respondeu boa noite e indagou o que o homem fazia ali:
Sabe exú, eu já frequento muitos terreiros, sou empresário , e até tenho um exú que me acompanha e quando ele encosta em mim eu bebo, mas bebo que nem vejo o que faço… Pois então eu quero uma ajuda “pros negócios” que andam meio fracos… eu fui em outro terreiro mais achei o trabalho devagar não deu muito resultado…
Sêo Meia Noite, olhou de forma irritada para o consulente e prosseguiu a conversa:
Pois bem moço… eu estou bêbado ou embriagado e sem saber o que faço?
Não me parece – respondeu o homem
Essa garrafa de bebida que você trouxe ?
É um agrado pra você, se não estiver bêbado é uma boa oportunidade não acha?
É whisky bom, envelhecido, só bebo do melhor e tem charutos também, não comprei esses de macumba não, comprei cubano … Só fumo o melhor!
Pois então, respondeu o Sêo Meia Noite, se eu estivesse bêbado, sem saber o que faço, você teria confiança em mim ou na minha conversa?
Se você me encontrasse na rua bêbado, fumando um charuto “cubano” atrás da rua você me pediria um conselho?
O homem coçou a cabeça confuso …
Pois então exú não é pinga, confusão, perturbação.
Eu manipulo a bebida, o cigarro para espargir as larvas astrais, quebrar o que está enfeitiçado, esse negócio de “meu exu” beber, e fazer trapalhadas é coisa de médium mal instruído, de gente que não conhece sua religião, de gente que põe desculpas nos seus vícios e coloca toda a culpa em nossa legião.
O homem estava envergonhado, mas o Sêo Meia Noite prosseguiu:
Essa culpa eu não carrego, meus desmandos já paguei e estou pagando, agora pagar pelos desmandos do povo da terra, isso não vai dar não !
Exu não ataca ninguém, agimos dentro da Lei Maior e sempre guiamos para o caminho melhor, o caminho do bem….
O resto é invenção de quem não tem o que fazer…
Mil desculpas pela minha ignorância ! – respondeu o homem.
Quer melhorar seu negócio ?
Sim, é o que eu mais quero, disse o homem
Pois então trate de parar de beber, principalmente durantes as reuniões, prá pelo menos saber o que está fazendo.
Se você parar de comprar essa bebida cara vai sobrar mais dinheiro no fim do mês e vai dar para levar sua mulher e filhos pra passear.
Boa noite e boa sorte , concluiu o Sêo Meia Noite.
O homem respondeu o boa noite e saiu envergonhado com a garrafa embaixo do braço e os charutos no bolso.
Algum tempo depois ele voltou para agradecer, disse que tinha parado de beber e que seus negócios e família iam muito bem.
Sêo Meia Noite limitou-se em dizer:
Isso, é isso que um exu faz…

Se um dia eu sair do terreiro…

Se um dia eu sair do terreiro…

 

 

Se um dia eu sair do meu terreiro é porque…
Em meu terreiro, entidade tinha que ter nome e sobrenome;.
Em meu terreiro, o preceito passou a ser negociado, vendido, trocado;
Em meu terreiro, a fraternidade se tornou apenas uma palavra cujo significado foi ignorado;
Em meu terreiro, entidades de filhos que se afastavam eram destratados, não respeitados;
Em meu terreiro, doutrinas e ensinamentos eram desdenhados.
Em meu terreiro, a vaidade predominou, a arrogância ditava as regras o ego era reverenciado por muitos;
Em meu terreiro, coroas eram manipuladas, satisfazendo as necessidades da casa;
Em meu terreiro, tudo era cobrado e não se fazia nada por caridade, apenas mercantilismo;
Em meu terreiro, as invencionices humanas se sobrepunham aos ensinamentos espirituais;
Em meu terreiro, médiuns eram julgados por sua escolaridade ou situação financeira e não por suas mediunidades;
O que fazer quando médiuns por serem meramente mais velhos de casa, se julgam superiores em tudo?
O que fazer quando muitos parecem vir por obrigação para os cultos e demais trabalhos do terreiro?
O que fazer quando para muitos, ‘’as guias’’ tornam-se mais importantes que ‘’os guias’’?
O que fazer quando muitos estão mais preocupados com sua posição de corrente, do que com sua real utilidade dentro do terreiro?
O que fazer quando a missão nobre, de desenvolver e cuidar da espiritualidade das pessoas é ignorada e o foco é ”estar no FOCO”?
Quando o objetivo é ter quantidade e não qualidade?
Quando o objetivo é ter nome, status…

 

 

Saluba, Senhora dos Pântanos. Rainha das profundezas, mãe de tudo que é ancestral.
Nós, que carinhosamente a chamamos de vovó, pedimos sua bênção e proteção.
Que a Senhora dê a mim o que for do meu merecimento. Acima de tudo,
Proteja-me!
Dê-me a consciência de que eu sou a continuação de tudo o
que já existe, de que eu tenho a força dos meus ancestrais e por isso vencerei. Não deixe mãe e avó, que o mal e as pragas cheguem até mim.
Pelo seu Santo nome, Senhora de Santana, que assim seja!

Mais algumas características de alguns orixás…

Mais algumas características de alguns orixás…

 

 

Ogum Conquistadores. Guerreiros. Bringuentos. Amigos. Solidários. Frios. Viris. Sexistas. Impulsivos. Sinceros. Leais. Intolerantes. Afeitos às profissões militares e à informática. Gênio difícil. Independentes. Ambiciosos. Disciplinados. Inteligentes. Líderes natos.

Oxóssi Provedores. Desconfiados. Solitários. Curiosos. Vaidosos. Instáveis quanto às opiniões. Espontâneos. Astutos. Amáveis. Alegres. Calmos. Amantes da natureza. Concentrados. Sutis. Caçadores em todos os sentidos. Libertários.

Obaluaiê Depressivos. Sinceros. Rabugentos. Honestos. Calados. Frágeis fisicamente. Vingativos. Amargos. Pessimistas. Desajeitados. Auto-destrutivo. Melancólicos. Verdadeiros. Fortes na adversidade. Equilibrados.

Xangô Justos. Ponderados. Enérgicos. Amistosos. Falastrões. Vaidosos. Invejosos. Teimosos. Ambiciosos. Fortes, fisica e moralmente. Estourados. Gananciosos. Afeitos à engenharia e ao direito. Sedutores. Coerentes consigo mesmos. Grandes escritores. Infiéis. Ciumentos. Valentes. Cruéis. “Bon vivants”. Gulosos. Inteligentes.

Oxum Amorosos. Meigos. Detalhistas. Estáveis. Emotivos. Vaidosos. Intelectuais. Sedutores. Ardentes no amor. Pirracentos. Manipuladores. Voluptuosos. Fofoqueiros. Falsos. Grandes feiticeiros.

Iansã Sensuais. Nervosos. Bonitos. Apaixonados. Explosivos. Metódicos. Teimosos. Malcriados. Excelentes amigos. Espalhafatosos. Faladores. Ciumentos. Irriquietos. Insensíveis à opinião pública. Volúveis no amor. Solidários. Fortes. Carismáticos.

Iemanjá Maternais. Calculistas. Bringuentos. Conselheiros. Chorões. Atormentados. Ariscos. Afeitos à psicologia. Protetores. Altivos. Rancorosos. Fascinamtes. Independentes. Fechados. Criativos.

Nanã Calmos. Benevolentes. Sábios. Dóceis com crianças. Austeros. Sem vaidade. Ranzinzas. Vingativos. Insensatos. Pirracentos. Praguejadores. Resmungões. Taciturnos. Assexuados.

Oxalá Lunáticos. Guerreiros. Justiceiros. Briguentos. Agitados. Mentirosos. Organizados. Não sabem perder. Não sabem receber críticas. Fechados. Frios. Quando apaixonados amam profundamente. Inteligentes. Arrogantes. Amigos. Sensíveis. Intuitivos. Brilhantes. Calmos. Autoritários. Indulgentes. Simples. Sovinas. Chatos. Ranzinzas. Respeitáveis. Resignados

Ciganos

Ciganos

 

 

Os Ciganos trabalham em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução.
Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico,eles respeitam os Pais e Mães Divinos dos médium, por isso não são guardiões de um terreiro. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. Os Ciganos são protetores e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus Ciganos e Pombo Giras Ciganas são exus e pombo giras como outros quaisquer exercendo todas as funções que qualquer exu e pombo gira exercem. Em resumo: cigano é uma coisa, exu cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana.Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por Ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer Caridade.
Por serem muito alegres, os médiuns começaram a se fascinar, e ter excesso de culto por essa Linha. Aí começaram as vaidades, as roupas enfeitadas, bebidas, fumos, danças, firmezas, assentamentos, jogos em casa ou até mesmo no terreiro, e assim, infelizmente, muitos espíritos que ainda estavam em “desenvolvimento” para ingressar nessa Linha se perderam junto com os médiuns, e hoje podemos ver os absurdos que são feitos usando o nome de entidades de luz.
Basta saber que um pedacinho de papel, metal ou outro elemento foi irradiado por uma entidade, que vocês usam isso como um talismã e lembram de agradecer e acabam entrando em sintonia com Espíritos de Luz,e assim lembram de suas metas e lutam por elas.
Lembrem sempre, que todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade.
Pensem: a árvore para dar frutos e sombra precisa da água para germinar a terra, da terra para poder se fixar, ter um porto seguro e poder ter vida, do vento para espalhar suas sementes e assim formar uma mata, do calor do sol para o crescimento das sementes.
Agora vou mostrar como isso funciona dentro de um terreiro de Umbanda.
O médium precisa de um(a) dirigente espiritual para ajudá-lo a se desenvolver, do terreiro como um porto seguro para incorporar as entidades, de estar harmonizado com o alto para expandir a caridade, de estar equilibrado para doar energia e poder ajudar uma pessoa necessitada.
Cuidado:
Tudo em excesso pode ser destruidor.
Se há amor em excesso, há ciúmes e possessão,
Se há ódio, há morte,
Se há fascinação, há vaidade,
Se há alegria em excesso, há inveja,
Se há tristeza em excesso, há depressão,
Se há culto em excesso, há fanatismo.
É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, e o equilíbrio tem um nome que se chama Umbanda. Umbanda é a paz interior, é fazer caridade ao desconhecido, é o amor pela vida e pelo o próximo. Umbanda é luz, vida e amor.

DIFERENÇAS ENTRE AS POMBAGIRAS E AS CIGANAS:

Além de serem entidades que se manifestam nos cultos de matriz africana, as pombas-giras são personagens bastante populares. Tanto as pombas-giras quanto os exus representam nossos bons companheiros, velhos “compadres e comadres” sempre prontos a nos ajudar. Também são conhecidas como vencedoras de demandas, das guerras, mulheres cheias de méritos que em seus pontos cantados sempre levam um tom sensual.
Existem várias pombas-giras, assim como existem vários exus, segundo o lugar de onde vêm, onde trabalham e a que família ou falange pertencem, pois cada uma representa uma aspecto distinto da potência geradora dessa entidade.
As imagens que representam as pombas-giras mostram suas muitas faces e trejeitos: há as que trazem os seios à mostra, vestindo pequenas saias; outras exibem roupas mais luxuosas, longos vestidos e muitos colares; algumas guardam uma aparência quase cigana, prontas para dançar. Podem ser claras, morenas ou negras, mas seus cabelos são sempre longos e bem arrumados.
Seu culto se iniciou com o cruzamento das tradições africanas e européias: o nome vem to termo “bombogira”, usado para denominar os exus no cultos de Angola, de tradição Banto.
Na Umbanda, a pomba-gira faz parte de um grupo de entidades que trabalham “à esquerda”, neutralizando o aspecto negativo e positivo e promovendo o equilíbrio. São eles, exus e pombas-giras, os responsáveis pela guarda e limpeza espiritual dos terreiros, a quem recorremos quando necessitamos daquela ajuda mais material.
A pomba-gira é a geradora do desejo, fundamental em nossas vidas, e pode ser ativada tanto para ajudar como para diminuir em determinada pessoa, de acordo com a necessidade que for demonstrada.
Exus e pombas-giras nunca trabalham sozinhos, pois o aspecto masculino do exu é positivo, e o feminino da pomba-gira é negativo, portanto, um complementa e neutraliza o outro. Por isso se costuma dizer que todo exu tem sua mulher e toda pomba-gira tem o seu marido, para que, juntos, suas forças se fundam gerando perfeito equilíbrio.
Cada pomba-gira, assim como os exus, tem suas características próprias, seus pontos cantados e riscados: cada uma cuida de um determinado tipo de tarefa. Geralmente as pombas-giras costumam proteger as mulheres que as procuram: sempre vêm para trabalhar contra aqueles que são seus inimigos e inimigos de seus devotos.
A pomba-gira é uma entidade que está bem próxima a nós, encarnados; possuiu uma vida no passado que lhes permitiu das áreas mais difíceis para as pessoas comuns: a vida emocional, o amor e a felicidade. Elas têm acesso às dimensões mais próximas do mundo da Natureza: os instintos, as aspirações e os desejos. O mais importante é compreendermos que são espíritos em busca de evolução, por isso, trabalham SEMPRE PRATICANDO O BEM, pois só assim poderão subir os degraus da ascenção espiritual.
Os grupos dos nossos amigos guardiões que mais se destacam nos terreiros, a falange do “Povo da Rua”, como carinhosamente são chamados esses espíritos amigos que sempre estão a postos para o caso de um pedido de ajuda, geralmente se divide em exus e pombas-giras das encruzilhadas, do cemitério e da natureza. É comum o uso de preto e vermelho para os exus e pombas-giras.
A morada das pombas-giras está nas encruzilhadas em forma de T, cemitérios e os ambientes naturais. Costumam trabalhar com a parte etérea das bebidas alcoólicas como aguardente, rum, whisky, licores e champanhe.
Algumas ervas mais utilizadas:
amendoeira, anis estrelado, azevinho, beladona, brinco-de-princesa, cana-de-açúcar, canela, comigo-ninguém-pode ,etc.
Ciganas
As entidade cigana são muito queridas nas giras do povo do oriente,e são entidades livres não costuma baixar em giras que não seja específica do seu povo cigano.
Seus trajes são sempre em diversos tons de azul e só recebe suas oferendas em noites claras de lua cheia.
Esta cigana só trabalha para os amores impossíveis, adora trazer para uma pessoa desesperada aquele amor que foi embora e que nunca mais teve notícias…
Seus trabalhos sempre são simples, mais nas suas oferendas gosta de muitas fitas, flores,frutas, cigarrilhas e vinhos.
A Cigana da Lua quando incorporada dança suave sem muitas voltas… fica sempre perto da porta e quando as giras são feitas em lugares abertos…
só chegam em noites de lua.
Ficam sempre sorrindo…mais não costuma gargalhar como suas companheiras…
Adora conversar, lêr mãos e jogar cartas…
Esta sempre dando palavras de conforto e de esperança, pois ela conhece a vida como ninguém.
Os Ciganos trabalham com os quatro elementos da natureza: terra, água, ar e fogo.
O Elemento Terra
Eles distinguem cada pedra e têm o conhecimento sobre elas, e assim manipulam o elemento terra. Cada pedra tem um porque de ser usada e uma necessidade. Quando é pedido para que passem a pedra em alguma parte do seu corpo ou para que a segurem, vocês estão se descarregando ou até mesmo se energizando, depende do trabalho que está sendo realizado. É na terra que se encontra firmeza para enfrentar a vida, resgatar karma e continuar o caminhar.
O Elemento Água
Podem utilizar copos ou taças com água. Através da água conseguem ver se não há maldade no que esta sendo pedido. Enxergam se há pureza no coração de cada um, pois a água serve de espelho, espelho esse que reflete o que tem dentro de cada um de vocês.
Conseguem ver com clareza o que foi feito por cada um e o por que de estarem colhendo o que não querem colher.
O Elemento Ar e Fogo
Podem utilizar o cigarro e com ele estar manipulando dois elementos, o ar e o fogo. O fogo muitas vezes é usado para queimar invejas, miasmas, larvas e cascões astrais.
A fumaça quando é direcionada ao consulente serve para envolvê-lo numa cortina para que naquele momento os obsessores sejam confundidos e tenham a visão obnubilada e fiquem desorientados, procurando o consulente. Assim torna-se mais fácil ao sistema de defesa da Casa (através dos guardiões) resgatá-los e afastá-los.
Nem sempre esses elementos são usados de uma só vez, que não precisamos diretamente dos mesmos, podemos plasmá-los perfeitamente usando o ectoplasma do médium.
Para um Cigano poder trabalhar em prol da caridade não é necessário um baralho, uma taça de vinho, ou qualquer outro elemento. Isso é mito. Eles podem usar e usam elementos da natureza em alguns trabalhos, entretanto, quando estão incorporados nos médiuns, a energia de trabalho e o próprio corpo do médium limitam a visão e o campo de ação da entidade.

Ameaça Espiritual é Crime

Ameaça Espiritual é Crime

 

 

Configura o delito de extorsão a conduta de agente que submete vítima a grave ameaça espiritual que se revele idônea a atemorizá-la e compeli-la a realizar o pagamento de vantagem econômica indevida.

O art. 158 do Código Penal pune, com reclusão de quatro a dez anos, a conduta de constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar de fazer alguma coisa.

Entende-se por violência o constrangimento físico (emprego de força sobre o corpo) que retira da vítima os meios de defesa. A grave ameaça, por sua vez, consiste na intimidação, isto é, na coação psicológica, na promessa, direta ou indireta, implícita ou explícita, de castigo ou de malefício.

Sua análise foge da esfera física para atuar no plano da atividade mental. Atuam fatores diversos, como a fragilidade da vítima, o momento (dia ou noite), o local (ermo, escuro etc.) e até mesmo a aparência do agente. Basta que o mal prometido seja injusto e capaz de causar efetivo temor.

Decidiu o STJ que o crime de extorsão pode ser cometido por membro de congregação religiosa que, sob o pretexto de realizar rituais de cura espiritual, constrange alguém a lhe proporcionar vantagem econômica mediante constante e grave ameaça de que entidades sobrenaturais poderão prejudicar o ameaçado.

Para o tribunal, não há dúvida de que a ampla liberdade de culto é garantida pela Constituição Federal, que, no entanto, não admite condutas que, proporcionam a obtenção de vantagens econômicas por meio do constrangimento ostensivo

“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.”

“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.”

Bom dia povo de Umbanda…
“Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.”
Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar.

Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

O mesmo pode acontecer conosco. Se você já foi ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas idéias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença?
Então, produza uma pérola ! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR.

Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem.

Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!

Brumadinho: Nossas Condolências…

Brumadinho: Nossas Condolências…

 

 

A Tenda de Umbanda Ogum Delê vem a público externar seu pesar em razão da tragédia ocorrida na cidade de Brumadinho, Minas Gerais na última sexta feira, dia 25/01.
Infelizmente, nós brasileiros, ainda temos muitas dificuldades em compreender o real significado de palavras como: prevenção, prevenir , precaver, precautelar…
Rogamos ao Criador que ampare em seus braços esses espíritos e conforte o coração de familiares e amigos.
Nos solidarizamos nesse momento tão triste para a população Mineira.

Intimidade Entre Irmãos de Santo … será que é bom?

Intimidade Entre Irmãos de Santo … será que é bom?

 

 

Uma das coisas que mais causam problemas em um terreiro de umbanda é a intimidade que certas amizades vão construindo.
Os filhos da casa tem por hábito criar laços com os irmãos, que claro, em muitos momentos é saudável e importante.

O problema é quando essa amizade passa para intimidade e a amizade de lá de fora, vem prá dentro dos limites do terreiro.
Infelizmente nem todos tem bom senso, acabam se tratando dentro do terreiro como coleguinhas, deixando de lado a hierarquia e nivelando as diferenças hierárquicas.
Começam a falar de sua vida pessoal e em alguns casos, a falar da vida dos outros irmãos de santo também, os (as) cônjuges também criam amizades e logo também estão conversando sobre detalhes internos da casa que só interessam á médiuns.
Mas por experiência, entendo que essas conversas sempre vem á tona e a enorme amizade que começa á gerar competições e disputas externas á esfera do terreiro, logo começam á criar profundos problemas.
Quando se dão conta, já falaram demais, já dividiram segredos demais e já falaram demais da vida dos outros, então, na maioria das vezes essa amizade chega ao fim.

Em algum momento, fatalmente alguém irá se magoar, se sentir contrariado ou ofendido por conta do excesso de intimidades com outro irmão, pronto!
Ele vai entregar o até então amigo com uma boa dose de veneno se isentando de qualquer culpa.
Final do jogo: A casa pode perder um filho (ou mais) e o filho perde sua casa de axé.
Ninguém ganha.
Tenham cautela com os seus irmãos de santo , cada um tem sua vida, sua personalidade, seus defeitos, suas qualidades, seus segredos e intimidades.
Se quisermos manter o equilíbrio e harmonia em um terreiro de umbanda, devemos saber o limite entre relações.
A casa santa é lugar de nos unirmos em nome de algo maior e sagrado, esse deve ser o motivo maior dos nossos laços.

Amizade pode gerar intimidade e intimidade gera desrespeito…

 

 

Bom dia povo de Umbanda
O QUE É TRONQUEIRA DE EXÚ?
Muitos são, os que chegam em um templo de Umbanda e se melindram, se assustam com as firmezas existentes na porta.
Aquelas “casinhas”, conhecidas como tronqueiras, que tem como finalidade o assentamento das forças dos nossos exús e pombagiras.

Sempre defini a tronqueira como um recurso maravilhoso, colocado pelo astral em prol dos terreiros de umbanda, que recebem os consulentes e visitantes, na sua grande maioria, com seres trevosos à prejudicá-los.
Este recurso, é no terreiro, um ponto de força, onde está firmado (ativado) o poder dos exus que fazem parte da casa e que militam em dimensões á nossa esquerda.

O ponto de força funciona como um para-raios, é um portal que impede as forças hostis se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.
No astral, os exús e pombagiras, utilizam-se dos elementos dispostos na tronqueira para beneficiar e reforçar os trabalhos que são realizados dentro do terreiro,dando total suporte aos guias de direita.

Com estes elementos, estas entidades, anulam forças negativas, recolhem e encaminham seres trevosos, abrem caminhos, protegem, etc…

Dentro de uma tronqueira encontramos vários tipos de ferramentas (instrumentos mágicos), como tridentes, punhais, pedras, ervas, velas, bebidas, etc… cada instrumento com sua finalidade especifica e tanto os exús quanto as pombagiras ativam seus mistérios nestes elementos com a finalidade de realizarem seus trabalhos espirituais.
É importante que os médiuns,membros e os consulentes saibam da importância de uma tronqueira e que todos saibam que este ponto de força está sobre as ordens da lei maior. Quando alguém deturpa este ponto de força, usando-o de forma negativa, este se torna um portal negativo,e vale sempre lembrar que este tipo de procedimento não é da umbanda e sim de seitas que muitas vezes se utilizam do nome da nossa religião.

Devemos saudá-los, de forma respeitosa quando adentramos nos terreiros.
Qualquer um pode se servir do poder desses guardiões, acender uma vela e pedir proteção e auxilio,pois os exus e as pombagiras estão a serviço do bem, e da lei maior.
No astral os exús e pombagiras se utilizam deste ponto de força, para lidar com forças hostis que de alguma forma os assistidos trazem e, são tratados de seus males de forma eficaz.

Dentro de uma tronqueira, são dispostos vários elementos magísticos que são utilizados por exús de Lei. Citarei apenas alguns mais frequentes, as firmezas deste ponto de força são particulares de cada casa com seus costumes e á estes rituais não abordamos á leigos, mais farei os devidos esclarecimentos sobre o assunto, dando ênfase a importância do assunto e ao aprendizado.

*Os tridentes dentro da tronqueira representam os poderes tripolares, onde através das energias emanadas por eles, os exús, diluem forças trevosas, envolvem seres para o resgate ou para aprisioná-los, forma um campo energético-magnético capaz de repelir ou atrair determinadas forças ou seres,é o que tanto falamos sobre “vitalizar,revitalizar e neutralizar”

*Pedras negras ou vermelhas, formam, portais dimensionais, ligados aos planos mais baixos e as dimensões á esquerda, dando condições aos exus de transitarem nestas esferas de forma resguardada e eficaz.
Através das pedras se da também tratamentos para várias finalidades, onde o elemento da sustentação para que o exú possa atuar nas vibrações mais densas do ser, as pedras criam áreas especificas de energia, capazes de envolver tudo o que fora mentalizado pelo sacerdote que possui o comando do terreiro.

*Sementes ou ervas, da mesma forma que os outros elementos, eles entram em campos específicos, onde as energias das pedras, do tridente, do marafo, da vela, da ferradura, dos punhais, não entram.

*Os punhais, emitem energias perfurantes, cortantes, dilacerantes, onde se utiliza para frear forças negativas provenientes dos planos mais densos e baixos.

*Marafo, (Pinga,Aguardente),é o elemento dual, onde trás a união de dois elementos contrários, a água e o fogo, é um dos elementos mais utilizados, onde podemos com ele abrir portais e fechar aberturas de buracos negros.
Todos os trabalhos onde tratamos os exús, este elemento é utilizado para fazer o fechamento com um círculo, ou a abertura, um copo deste elemento na tronqueira, funciona entre outras coisas como catalisador, filtro, condutor, amalgamador, etc…
Existem vários tipos de elementos, que são secretos, isso se faz necessário, para manter o devido resguardo dos trabalhos dos terreiro (Mirongas), evitando até que pessoas façam mal uso a forças tão importantes a todos os terreiros de umbanda.

Quando um Preto-Velho olha para você

Quando um Preto-Velho olha para você

 

 

 

Quando um Preto-Velho olha para você, é como se olhasse para dentro da sua alma.
É impossível mentir, fingir, dissimular… ele simplesmente sabe o que se passa com você e você lê isso nos seus olhos.
Quando um Preto-Velho olha para você, é como se o amor se derramasse encima de você, inundando seu coração de ternura e paz, não deixando espaço para a dor, que parece ser expulsa de dentro do seu corpo, em forma de lágrimas.
Quando um Preto-Velho olha dentro dos seus olhos, tudo de ruim, feio, reprimido se solta e você é compelido a chorar e “lavar” a dor que tinha dentro, para que o amor tome o lugar.
Então o Preto-Velho fala.
E quando ele fala com você, daquele jeitinho simples, parece que desvenda sua alma.
E quando ele pergunta “do que a fia precisa?” é como se já soubesse exatamente do que você precisa.
E nessa hora, é impossível mentir, porque você já está calmo, transparente das máscaras do dia a dia, sua alma está ali, nua, na frente do Preto-Velho, e parece que ele sabe do que você precisa, mas quer só testar para ver se você também sabe.
E então você fala, e o Preto-Velho te ouve.
E acontece algo inesperado nessa hora.
Quando você começa a falar, você “pensa” tudo que quer dizer, mas diz outra coisa diferente, porque naquela hora, que o Preto-Velho desnudou sua alma, limpou suas mágoas e te olha com aquele olhar calmo e cheio de ternura, você se dá conta do que realmente precisa, do que realmente te aflige, do que realmente importa. E é como se sua alma falasse, não mais seu cérebro ou suas máscaras sociais.
E eis que lá está você, ajoelhada na frente de um Preto-Velho, com as mãos pousadas em seus joelhos, feito criança falando com o avô querido, e então o Preto-Velho aconselha.
E quando um Preto-Velho aconselha, é como se ele não estivesse falando com você simplesmente, mas estivesse falando com uma versão de você muito mais antiga, que você mesmo desconhece, e ele fala uma ou outra coisa que fazem pouco sentido na hora, mas que mesmo assim, algum pedaço do seu coração, compreende perfeitamente.
E quando a consulta termina, você sente na mesma hora a transformação.
Algo mudou, mas você não tem a exata consciência do quê. Seu coração está leve, um peso enorme foi tirado dele, algo novo foi colocado no lugar, ternura? Amor? Esperança? Você não sabe, só sabe que era exatamente o que você precisava e te faz um bem tão grande!
Quando um Preto-Velho cruza seu caminho ele te transforma. E te inunda de luz e compreensão.
Obsessores Noturnos

Obsessores Noturnos

Os obsessores noturnos são mais comuns do que imaginamos e sua presença é mais constante do que supomos. Geralmente são espíritos viciados, vingativos, vampirizadores ou simplesmente maldosos.
Costumam se acomodar ao lado da cama de sua vítima e ali permanecem como se estivessem velando pelo sono, quando na verdade estão sugando energias ou impondo tormentos a quem obsediam.
Às vezes se ligam à pessoa por possuir um vício comum a ela, então ficam ali horas e horas induzindo a vítima a se afundar cada vez mais no vício. Outras vezes são vingativos, tiveram algum desentendimento com os antepassados da vítima e se vingam na geração atual. Há também os que são mandados para prejudicar a pessoa, através de rituais de magia negra. Por fim, existem aqueles que vagam por aí, procurando alguém a quem vampirizar – e se ligam à pessoa por algum tipo qualquer de afinidade ou mesmo por perceber nela uma fraqueza que facilite o processo de obsessão.
COMO IDENTIFICAR ESSES OBSESSORES
Na maioria das vezes eles não são visíveis aos olhos humanos, salvo os casos de pessoas que possuem o dom da clarividência. Mas é possível saber se você está sendo vítima desses obsessores nos seguintes casos:
1. Se acorda sempre na mesma hora durante a madrugada e perde o sono sem explicação;
2. Se acordar sem motivos aparentes e sentir um arrepio percorrendo o corpo, especialmente a coluna e a nuca;
3. Se ao estiver quase dormindo, ter a sensação de uma voz lhe chamando;
4. Se, mesmo que tendo dormindo a noite inteira, acordar com a sensação de cansaço e tonturas;
5. Se tiver por seguidas vezes o mesmo sonho (geralmente pesadelos).
COMO AFASTAR OS OBSESSORES NOTURNOS
O pensamento positivo e afastado de coisas ruins sempre é um bom remédio, mas também é possível manter longe essas visitas indesejáveis distantes, usando alguns métodos:
1. Manter em seu quarto um vaso com manjericão (trata-se de uma sabedoria indígena muito eficiente para afastar maus espíritos);
2. Manter o quarto sempre limpo, pois de uma forma geral, obsessores adoram sujeira;
3. Limpar o ambiente com produtos à base de amônia (espíritos negativos detestam o cheiro de amônia);
4. Evitar palavrões e palavras negativas (desgraçado, maldito, etc) no ambiente;
5. Mesmo diante das piores situações, não demonstrar medo;
6. Ter autoridade sobre o obsessor: deixar claro que a casa é sua e que ele não tem permissão para ficar ali;
7. Evitar vícios e maus hábitos.

Bom dia povo de umbanda!
Há alguns anos, em um dia quente de verão, um pequeno menino decidiu nadar no lago que havia atrás de sua casa.
Na pressa de mergulhar na água fresca, foi correndo e deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa.
Voou para a água, não percebendo que enquanto nadava para o meio do lago, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água.
Sua mãe, em casa, olhava pela janela enquanto os dois estavam cada vez mais perto um do outro.
Com medo absoluto, correu para o lago, gritando para seu filho o mais alto quanto conseguia.
Ouvindo sua voz, o pequeno se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro sua mãe.
Mas era tarde, assim que o alcançou, o jacaré também o alcançou.
A mãe agarrou seu menino pelos braços enquanto o jacaré agarrou seus pés.
Começou um cabo-de-guerra incrível entre os dois, o jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixar seu filho sem proteção.
Um fazendeiro que por ali passava, ouviu os gritos, pegou uma arma e disparou alguns tiros no jacaré.
De forma impressionante, após semanas no hospital, o pequeno menino sobreviveu.
Seus pés extremamente machucados pelo ataque do animal, e, em seus braços, os riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço para salvar o filho que ela amava.

Um repórter de jornal que entrevistou o menino após o trauma, perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. E então, com óbvio orgulho, disse ao repórter:
Mas olhe em meus braços. Eu tenho grandes cicatrizes em meus braços também.
Eu as tenho porque minha mãe não me deixou ir.

Você e eu podemos nos identificar com esse pequeno menino!
Nós também temos muitas cicatrizes.
Não a de um jacaré, ou qualquer coisa assim tão dramática, mas as cicatrizes de um passado doloroso, e algumas delas são mais feias e causaram-nos profunda dor.
Algumas feridas, meu amigo, são porque Oxalá e seus guias se recusaram á lhe deixar ir.
E enquanto você se debatia, eles o estavam segurando.
Se hoje o momento é difícil, talvez o que esteja lhe causando dor seja Oxalá cravando- lhe suas unhas para não o deixar ir.
Lembre-se do jacaré e muito mais ainda, daquele que ao invés de o abandonar, vai fazer o que for necessário para não perdê-lo, mesmo que para isso seja preciso deixar-lhe cicatrizes.

 

Quem foi Indenizado pela escravidão no Brasil?

Quem foi Indenizado pela escravidão no Brasil?

 

Desde o dia 8, uma foto emblemática escancarou o racismo no Brasil. Nela, Donata Meirelles, então diretora da Vogue Brasil, uma mulher branca, aparece sentada numa cadeira utilizada pelas mães de santo no Candomblé cercada de figurantes negras vestidas com roupas tradicionais de baianas. A imagem era clara: negros em posições subjugadas ao lado de uma branca em um cenário onde a cultura negra é apropriada com fins festivos.

Quase uma semana depois das imagens da festa gerarem uma onda de revolta nas mídias sociais, um jovem negro de 19 anos é assassinado por um segurança no supermercado Extra no Rio de Janeiro. Ele foi morto a sangue frio, depois de ter sido sufocado até a morte pelo segurança, diante de várias testemunhas. Pedro Gonzaga agora faz parte das estatísticas assustadoras que mostram que quase 75 % das vítimas de homicídios são negros, a maioria jovens.

Desde o século 18, escravos e libertos começaram a conceitualizar a ideia de reparações em correspondência, panfletos, discursos públicos, narrativas de escravos e petições judiciais, redigidos em inglês, francês, espanhol e português. O sistema escravista tinha base legal, mas escravos e ex-escravos tinham plena consciência de terem sido vítimas de uma injustiça. Eles sabiam que ao fornecer trabalho não remunerado aos seus proprietários estavam contribuindo para construir suas riquezas.

Entre 1804 e 1888, todas as sociedades nas Américas aboliram a escravidão. Mas o fim da escravidão foi um processo lento e gradual. Mesmo em regiões vistas como paraísos da liberdade, como o norte dos Estados Unidos e o México (onde a escravidão foi abolida mais cedo do que em muitas regiões do continente americano), o fim da escravidão foi um processo longo.

Alguns abolicionistas até chegaram a chamar atenção para a necessidade de reparações aos ex-escravos e seus descendentes. Luiz Gama, por exemplo, muitas vezes denunciou publicamente o tráfico ilegal de africanos depois da assinatura da lei de 1831. O que realmente prevaleceu nos debates públicos era a questão de como compensar financeiramente os proprietários de escravos pela perda da propriedade escrava. Em outras palavras, o fim gradual da escravidão nas Américas durante o longo século 19 foi planejado para proteger os interesses dos senhores de escravos.

Ainda durante a abolição gradual da escravidão seja no norte dos Estados Unidos ou no Brasil, as leis do ventre livre previam algum tipo de indenização para os senhores de escravos. Além disso, os proprietários de escravos receberam indenizações quando a escravidão foi abolida na capital Washington DC em 1862.

Nos Estados Unidos, o período que se seguiu à abolição da escravidão trouxe esperanças de redistribuição de terras para os libertos. Mas esses projetos também falharam. Nada parecido aconteceu na América Latina. Embora privados de recursos materiais, em países como o Brasil, os libertos privilegiaram a luta pela cidadania. Ao final da Segunda Guerra, esse contexto começou a mudar, especialmente depois que os sobreviventes judeus do Holocausto obtiveram reparações financeiras.

No período final da Guerra Fria, o governo dos Estados Unidos pagou restituições financeiras aos nipo-americanos que foram ilegalmente colocados em campos de concentração durante a Segunda Guerra. No Brasil, a partir da década de 1990, organizações negras lideraram protestos e apresentaram projetos de lei no Congresso Nacional pedindo reparações financeiras ao governo federal brasileiro.

Em 2014, a Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, anunciou a criação de uma Comissão Nacional da Verdade Sobre a Escravidão no Brasil cujo objetivo era examinar o período da escravidão no Brasil e estabelecer modalidades de reparação. Nenhuma dessas iniciativas, porém, tiveram um retorno prático.